O Rio de Janeiro vai perder mais um espaço alternativo para a cena teatral. A Casa de Baco, inaugurada em abril na Rua da Lapa, “não receberá mais nenhuma peça de teatro”, de acordo com a proprietária Alice Steinbruck. O anúncio foi feito pelo perfil dela no Facebook nesta terça (5/9). Dentre os motivos, estariam calotes, roubo de equipamentos, ausência de retorno financeiro e “enorme impacto na estrutura da casa”. Há ainda uma briga jurídica dentro da própria sociedade.

“Nesses quatro meses de funcionamento, forneci espaço cênico e uma estrutura profissional que inclui um material de iluminação cujo valor de locação seria de R$ 5 mil, tudo por % de bilheteria contra um mínimo de R$ 300 por dia em um período de quatro horas, o que dá cerca de R$ 75 por hora. Passamos por dois calotes (gente que foi embora sem pagar a temporada), roubo de equipamentos e reclamações e agressões completamente desmedidas”, diz o texto de Alice.

Alice Steinbruck na porta da Casa de Baco com Sandro Rabello, que se desligou da sociedade logo após a inauguração: dupla briga na Justiça (Foto: Divulgação)

Leia o texto de Alice na íntegra:

Desde sua abertura, a Casa de Baco recebeu espetáculos como “Imagina Esse Palco Que Se Mexe”, de Moacir Chaves, “Para Onde Ir”, monólogo de Yashar Zambuzzi, “Um Homem: Klaus Klump”, da Cia. Bagagem Ilimitada, e “Le Circo de la Drag”, de Juracy de Oliveira. O espaço também abriga diversos shows: Zéu Britto fez uma temporada por lá, por exemplo. Para setembro, está agendada a temporada de “Se Eu Fosse Nelson”, com texto de Rodrigo Brand e direção de Delson Antunes.