Foi um mês para ler, avaliar, comparar e discutir sobre os textos enviados para o projeto de dramaturgia do Teatro em Cena. Finalmente, o site pode revelar o time de selecionados para o Fazendo Cena, que tem como proposta dar visibilidade para o trabalho de novos dramaturgos em atividade no Rio de Janeiro, inspirado no extinto “Drama Diário”. Serão desafios quinzenais, com sorteio de temas propostos pelos próprios autores, incentivando também o intercâmbio e a leitura de dramaturgia contemporânea. Para a primeira rodada, todos escreverão sobre o mesmo tema – que será definido nesta semana. Na sequência, cada um escreverá sobre um tópico diferente, por meio de sorteio.

Giulia Bertolli

A carioca do Jardim Botânico é a mais jovem do grupo. Com apenas 20 anos, cursa Letras na PUC e paralelamente faz o curso profissionalizante de Artes Cênicas da CAL. Seus primeiros textos para teatro começaram a aparecer na adolescência, quando estudava no Tablado. “A escrita e a atuação foram ganhando cada vez mais espaço na minha vida, a tal ponto de já não conseguir mais dissociar uma da outra”, diz. Escreve para o site Sem Sentido na Emoção e atua como monitora da equipe de leitura e escrita do Núcleo de Orientação e Atendimento Psicopedagógico (NOAP). Nunca teve uma peça de sua autoria montada.


Guilherme Macedo

Morador do Centro, ele é roteirista, dramaturgo, diretor de cinema e jornalista. Escreve o programa “Xilindró”, do canal Multishow, e também é o criador da websérie “Mulheres Virais”. Já recebeu prêmios como o Cabíria (2016), Curta Cinema (2013 e 2015) e o Concurso Nacional de Roteiros (2013), promovido pelo autor de novelas Aguinaldo Silva. Neste ano, teve uma peça sua levada aos palcos: “Sincericídio”, monólogo escrito para a atriz Antônia Fontenelle, com direção de Jorge Farjalla, estreado em Salvador.


Ivan Fernandes

Formado em Artes Cênicas na UNIRIO, o morador da Tijuca tem vasta experiência como dramaturgo, ator e diretor. Seu primeiro espetáculo estreou em 2000, “A Grande Viagem”. De lá para cá, já foram montados sete textos dele no total. O infantil “Leonardo – O Pequeno Gênio da Vinci”, de sua autoria, venceu quatro prêmios Zilka Salaberry em 2011: melhor espetáculo, diretor, autor e ator. Além disso, Ivan integra o coletivo Clube da Cena desde 2009, com temporadas regulares no Rio, gerando uma peça diferente a cada semana. Também já publicou o livro “Martins e Caetano: Quando o Teatro Começou a Ser Brasileiro”.


Luiz Alberto

Mestre em literatura brasileira pela UERJ, o morador do Quintino sempre se interessou por teatro e é espectador assíduo da cena carioca. Já fez cursos livres na área, mas ainda não teve uma peça montada. “Sempre fui fascinado pela vontade e/ou necessidade do ser humano de inventar histórias e fabular a sua e outras existências”, diz o carioca, “em contato com a literatura e a dramaturgia de vários autores, surgiu minha paixão em escrever e fazer parte desse time de artistas criadores”.


Max Mendes

O alagoano de 32 anos mora no Rio há oito. Atua como dramaturgo, ator e diretor. Formado pela Universidade Cândido Mendes, teve sua primeira peça montada em 2005, quando ainda vivia em Maceió: “Erupção”, com a Cia. Personas in Cena. Sete de seus textos já foram levados aos palcos: “Rascunhos” (2015/2016) e “Fora da Linha” puderam ser vistos no Rio, além de uma leitura de “Chá das Cinco” (2013). “Escrever, para mim, é um modo de dialogar com o mundo. Observá-lo, ouvi-lo, experienciá-lo para contar suas histórias”, diz.


Vida Oliveira

A dramaturga e diretora baiana desenvolve uma pesquisa sobre peças-game, espetáculos interativos que convidam o público à tomada de decisões quanto ao rumo dos personagens. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF, Vida já montou três peças-games: “Perfil” (2011/2012), “In.com.pa.tíveis” (2013/2014) e “Ex.troll.gênio” (2015/2016). Ela também foi premiada no Festival Curta-Cena, de Salvador, com o espetáculo “O Casaco” (2010), além de ser uma das finalistas da Seleção Brasil em Cena (2013), promovido pelo CCBB. Vida também atua como roteirista do programa “Curta em Cena”, da TV Brasil.


Vini Soares

Ele é Vinicius, mas prefere ser chamado de Vini. Vem de São Gonçalo e mora no Catete. Formado em Artes Dramáticas pela Escola Martins Penna, Teologia pela FABAT e Literatura pela UERJ, já teve algumas peças montadas e até ganhou prêmio. Foi vencedor do Concurso Nacional de Dramaturgia da FETAERJ com o texto “Sessenta Séculos” (2014) e um dos doze selecionados na Seleção Brasil em Cena (2015), do CCBB. São de sua autoria “Milagravas” (2014) e “Precisamos Falar Sobre os Monstros” (2013/2014).

OS IDEALIZADORES

Gabriel Borges

Integrante do Grupo A República, o ator, dramaturgo e roteirista se mudou de Brasília para o Rio de Janeiro para cursar Artes Cênicas na UNIRIO. Antes, se formou em Letras e fez mestrado em Literatura na UnB. Começou escrevendo esquetes para festivais universitários e, em 2016, apresentou o primeiro espetáculo de sua autoria, “Íntimo”, com apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Acredito que a realização e a produção ativa aperfeiçoa e amadurece o trabalho. Por isso, o Fazendo Cena me instiga tanto! Penso que será uma experiência dramatúrgica maravilhosa de criatividade, troca com os colegas e, principalmente, com os leitores do Teatro Em Cena”, comenta.


João Acioli

O alagoano tem experiência como ator, assistente de direção e assistente de produção em espetáculos infantis e adultos no Rio de Janeiro. Formado em Comunicação e pós-graduado em Artes Cênicas pela Universidade Estácio de Sá, também tem acentuado interesse pela dramaturgia, com peças finalizadas e iniciadas, mas até o momento não montadas. “O Fazendo Cena tem uma proposta bacana que é a de instigar a criatividade. Estou ansioso para ver meu desempenho tendo que criar do zero a partir de temas propostos por outros colegas. Vai ser um desafio delicioso”, diz.


Leonardo Torres

Fundador do Teatro em Cena, o morador do Engenho Novo vem da comunicação. Pós-graduado em Jornalismo Cultural pela UERJ e mestrando em Artes da Cena pela UFRJ, já publicou dois livros: o autobiográfico “Condenáveis” (2012) e a ficção “Rumor” (2017). O interesse por escrever dramaturgia é recente, e já tem algumas peças finalizadas, mas raramente mostradas para alguém. “Acredito que o Fazendo Cena será uma importante experiência de troca e maturação”, define.