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23 declarações sérias da Tatá Werneck que não vão fazer você rir

(Foto: Divulgação / TV Globo)

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Uma declaração relativamente antiga da Tatá Werneck passou a ser bastante compartilhada no Facebook na última semana, e chamou a atenção do Teatro em Cena. Uma dessas páginas especializadas em gerar conteúdos virais fez um compacto de várias entrevistas da atriz e criou um discurso – sério, até emocionante – no qual ela fala sobre a carreira, os obstáculos e a dificuldade de ser levada a sério.

Prestes a estrear sua segunda novela, “I Love Paraisópolis”, Tatá Werneck é conhecida pelo humor e pela facilidade de provocar o riso. Foi assim que ela conquistou o público adolescente na MTV, no programa de improviso “Quinta Categoria” e no humorístico “Comédia MTV”, e o grande público, como a Valdirene de “Amor à Vida”. Mas, talvez muitos não saibam, ela também é a fundadora do primeiro grupo de teatro acessível do Brasil, promovendo espetáculos com todos recursos necessários para deficientes físicos. E, embora tenha estourado aos 30 anos, ela está na labuta desde a infância.

Então, vale a pena ouvir o que ela tem a dizer – quando não está brincando. O Teatro em Cena fez uma coletânea de momentos em que a atriz falou sério e ninguém prestou atenção. São declarações sobre os mais variados assuntos, de íntimos a temas gerais,

1 – Sobre não ser levada a sério:
“As pessoas nunca me levam a sério. É muito difícil isso acontecer. Depois da novela, eu ganhei 14 prêmios com a Valdirene. Fiquei feliz demais e sempre ia para os discursos pensando em falar coisas seríssimas para emocionar a plateia, mas nunca consegui. No final, as pessoas estavam rindo e gritando. Uma vez falei de direitos humanos e de discriminação e as pessoas riram demais. Gente, isso é sério!” – ao jornal Extra, em janeiro de 2015.

2 – Sobre acessibilidade no teatro e seu grupo Os Inclusos e os Sisos:
“As pessoas acham que somos caridosos, mas não fazemos mais do que a obrigação. Em que momento foi decidido que o teatro não seria para todos, que uma pessoa surda não pode ir ao teatro? Não deveria existir um orçamento sem a rubrica de acessibilidade” – à revista 29 Horas, em março de 2014.

“As pessoas sempre reclamam que teatro é muito caro, por isso fazemos peças gratuitas e acessíveis. Estamos com uma peça infantil em cartaz no Teatro Ipanema aos sábados e domingos. Mas o que é muito triste é que, mesmo sendo gratuita e totalmente acessível, não lota” – ao programa Mais Você, em novembro de 2014.

(Foto: Reprodução)

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3 – Sobre limites do humor:
“Todo comediante fala: ‘Cara, não tem que ter limite, o limite é o bom senso, pode falar sobre tudo’. Mas todo mundo peida na farofa. O Rafinha [Bastos] é o único com essa coragem. É o cara que tem uma importância para a classe muito grande. A classe age muito individualmente. A gente pode fazer muita coisa, mas não chegamos nessa união ainda” – à revista Rolling Stone, em maio de 2012.

“Bom-senso. Não dá para voltar à censura, mas é preciso se policiar. Quem não gosta de mim, não me segue no Twitter. A maioria dos comediantes defende que não existe limite, mas fica com medo de dizer algo. O Rafinha Bastos extrapolou (ao falar da Wanessa), mas teve coragem. Isso é importante para a classe” – ao jornal Diário do Grande ABC, em fevereiro de 2012.

4 – Sobre polêmica com autismo em esquete do “Comédia MTV”:
“Fomos processados, acabou de sair e vamos ter que pagar. Eu achei inclusive que foi uma cena que a gente fez muito mal. Se fere os direitos humanos, eu acho que não deve ser feito. Ninguém quer magoar ninguém. Nenhum comediante quer. Naquele momento, eu não [achava que magoava]. Depois… Eu tenho um grupo que fala de inclusão, coisa e tal, e a gente tem cenas fortíssimas, que se as pessoas não entenderem que aquilo é uma crítica pura e simples ao sistema, às escolas, ao governo, a algumas mães que escondem seus filhos, as pessoas acham que estamos falando o maior absurdo do mundo e não. A gente está criticando esse tipo de coisa. Então, assim, as pessoas fizeram super o rebu. Eu queria muito, de verdade, jamais desmerecendo nenhuma causa, pelo contrário, eu sou totalmente militante, eu tenho um primo autista, Yuri, que eu amo, que é minha vida. Se a gente usar essa força de reação para garantir os direitos da pessoa autista, ou senão regular, garantir a educação, blábláblá, perfeito. Mas muitas vezes, a maioria das vezes, é apenas uma crítica” – ao programa De Frente com Gabi, em dezembro de 2011.

5 – Sobre trabalhos dramáticos:
“Eu aceitaria. Já fiz muito no teatro, por exemplo, com ‘Navalha na Carne’. Só que tem duas coisas aí que eu nunca entendo: comediante é uma atriz que adora fazer humor, mas não consegue fazer outras coisas? Porque sempre dizem: ‘Ah, fulana é muito boa em comédia, mas quero ver fazer drama’. Beleza. Mas nunca falam que falta para uma atriz consagrada fazer comédia. Eu não sei se um é mais difícil do que o outro. No teatro, eu fazia drama direto, em todas as minhas peças. Mas o termômetro do ‘ao vivo’ é muito viciante, porque é algo imediato. Existe essa fama de que o artista só vai ser completo quando fizer isso ou aquilo. Eu já fiz improviso, 18 peças, cinema, novela, esquete, apresento programa… Acho que eu gostaria de interpretar uma vilã. Eu amo esse tipo de personagem, porque ele acaba tendo humor. Mesmo que seja sarcástico” – ao site Heloisa Tolipan, em janeiro de 2015.

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6 – Sobre mundo das celebridades
“Eu acho muito revoltante porque a posição de celebridade te coloca num lugar onde você, por exemplo, não pode reagir a esse tipo de coisa. Você tem que estar ali, linda e loira, dizendo: ‘são rumores’. É só futilidade, carro e cabelos sedosos. Se eu apareço megaemperiquitada, meus próprios colegas falam: ‘Hum, a Tatá se vendeu’. Se eu apareço com a minha mecha branca de nascença, a galera do mundo das celebridades fala: ‘Hum, a Tatá está descuidada’. Nem é um descuido. Foi uma opção. Às vezes estou a fim de pintar a mecha, às vezes não estou. O problema é que, quando você acredita nesse mundo de celebridades, que não existe, você se desconecta daquilo que o pôs ali. Não posso me desconectar do lugar de uma pessoa que desde os 9 anos faz teatro, que pensa em teatro e arte” – à revista Gol, em agosto de 2014.

7 – Sobre fim do relacionamento com o engenheiro Felipe Gutnik:
“Meu namorado, que eu fui casada oito anos… Eu me achava casada, mas ele não. Hoje em dia, ele mora na Colômbia, não mora mais aqui. Hoje eu sou uma mulher solteira” – ao programa Mais Você, em novembro de 2014.

8 – Sobre perguntas acerca do namoro com Renato Góes:
“Sabia! Não tem ninguém bobo aqui, meu Brasil! Sabe qual é o problema? Eu falei mil coisas da novela, estudei, fiz um pilates e daí sai assim: ‘Tatá Werneck assume não sei o quê’. Menina, não posso pegar ninguém que já me botam nessa situação. Não tenho resposta para isso, gente. Acho chiquérrimo falar ‘não falo da minha vida pessoal’, mas também acho muito escroto, porque fiz jornalismo. Preciso me proteger, proteger um alguém… Vamos fazer juntos essa resposta?” – ao site IG, em abril de 2015.

(Foto: Divulgação)

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9 – Sobre animais abandonados:
“A primeira coisa que fiz quando entrei na TV, antes de pensar em casa e essas coisas, foi procurar um lugar onde pudesse instalar um abrigo para animais abandonados. Por enquanto, estou com alguns cachorros por lá, mas preciso de seis meses para esterilizar tudo. Na minha casa tinham 22 gatos, acabei de doar alguns e agora estou com sete. Não aguento ver um animal abandonado, eu pego, castro, cuido e deixo para adoção. Então, com o abrigo pretendo cuidar dos animais do mundo, pois sou muito apaixonada” – ao programa Mais Você, em novembro de 2014.

10 – Sobre adoção na África do Sul:
“Conheci uma criança lá e sou provedora dela até o fim da vida. Mas não pude trazê-la, porque ela tem família lá. Senão, teria entrado com um processo de adoção. Eu me apaixonei por Xipo, que tem 7 anos. Todo dia recebo notícias dela” – à revista Contigo!, em julho de 2014.

11 – Sobre entrada na Globo:
“Não teve convite, eu fiz teste. Eu tinha um convite para a Globo, mas para pensar em projetos. Não era para novela. Quase renovei com a MTV, quase assinei com a Band. Aí, a Bruna Bueno (produtora de elenco da Globo) me ligou e disse que ia ter um teste da novela das oito. Fui fazer o teste achando que era eu contra eu mesma, mas, na verdade, era um teste com uma galera. Era a cena do Neymar, em que eu invadia o quarto. Quase não fiz o teste. Achava que eu não tinha o padrão novela. Queria muito, mas estava nervosa, com medo. Depois, soube que tinha passado. Entre o resultado do teste e o início das gravações foram apenas três semanas” – à coluna do Leo Dias, no jornal O Globo, em maio de 2013.

12 – Sobre o Zorra Total:
“Não queria ir para o Zorra. Nada contra o Zorra, quer dizer, tenho contra, sim. O formato não valoriza os atores foda que eles têm” – à revista Rolling Stone, em maio de 2012.

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13 – Sobre participação de 12 horas no “Big Brother Brasil” interpretando Valdirene:
“Foi muito doido, porque se eu tivesse entrado lá como Tatá e vivido essa experiência de estar no Big Brother, sendo filmada no banheiro, em todos os lugares, eu já estaria em uma situação de berlinda que eu não sei lidar. Tendo que reagir como a personagem naquele ambiente, com pessoas que sabiam que eu era atriz e ao mesmo tempo me tratavam como Valdirene – um cara até surtou – isso foi muito doido. Eu tinha que controlar minhas reações como Valdirene e, no final, eu estava tão Valdirene que não sabia mais ser Tatá. É muito mais difícil do que eu imaginava. Você não percebe que está sendo filmado e parece que você está na sua casa. Então, estar ali como Valdirene, foi muito doido” – ao programa Vídeo Show, em janeiro de 2014.

“Uma experiência tão intensa, que daqui a dez anos talvez eu consiga entender. Eu fui filmada por todos os lados, vivi tudo o que as pessoas reais vivem lá dentro, mas na pele da personagem. Eu recebi estímulos aos quais nem eu, Tatá, saberia como reagir. Ao mesmo tempo, precisava pensar o tempo todo em como a personagem reagiria às coisas, no que ela falaria. Eu passei por tudo, pela alegria de entrar, pela tensão da eliminação. Foi uma experiência que envolveu tudo, todos os aspectos. Foi uma experiência única” – ao site da novela Amor à Vida, em janeiro de 2014.

14 – Sobre o que a comove:
“Esses pequenos momentos de realizações de sonhos, tipo esse: estou realizando um sonho, sou sua fã, amo o programa, estou aqui, e isso me comove. Isso me deixa emocionada mesmo. Meu maior medo era ter que desistir e não conseguir ter uma família, criar uma família, com o dinheiro do meu trabalho, do que eu mais gosto de fazer. Sempre foi meu maior medo. Então eu pretendo continuar conseguindo ajudar minha família, criar meu grupo familiar com dignidade, com o dinheiro do meu trabalho, fazendo o que eu gosto. Meu maior sonho é continuar vivendo da minha profissão, com muitos filhos. Eu teria uns quatro. Quero uma casa cheia” – ao programa Estrelas, em dezembro de 2013.

15 – Sobre sucesso e reconhecimento do público:
“Eu às vezes ainda fico com vontade de chorar. Eu tenho tantos amigos tão talentosos que tiveram que desistir, e que tem o mesmo amor que eu tenho, que se dedicaram tanto quanto eu, e que… foram obrigados a desistir. Então eu fico sempre muito emocionada. Estou sempre agradecendo. ‘Obrigada, Deus’”. – ao programa Profissão Repórter, em julho de 2013.

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16 – Sobre autoestima:
“Se eu disser sim [que é bonita], vai ter quem diga que não olho meu próprio nariz, até porque o padrão de beleza dos outros é muito crítico. O segredo é a gente se sentir bem e bonita e eu, claro, nunca tive baixa autoestima porque me amo muito. Pra mim, estar bem não é só estar gata, é estar feliz, pulando, cometendo uma gafe! Sei que não faço parte do padrão de beleza brasileiro e nem mundial, mas estou feliz da vida” – à revista Top, em março de 2014.

17 – Sobre saúde e físico:
“Descobri que tenho a doença celíaca e eu não posso comer glúten, nem eu, nem minha mãe e nem a minha avó. Eu cortei e emagreci. Eu inchava sempre e não entendia. Um dia eu virei um boi depois de comer um pão. Durante ‘Amor à Vida’ engordei sete quilos e agora emagreci os sete quilos. Me sinto melhor magrinha porque já sou muito pequena, sempre foi muito difícil achar roupa, só isso. Nunca falei que o chique é ser magrinha. Tem várias mulheres que não são magrinhas e são chiques e várias que são magrinhas e não são chiques” – ao site IG, em abril de 2015.

18 – Sobre “Chaves”:
“A coisa que eu mais gosto na vida é o programa do ‘Chaves’. Já tentei invadir hotel e tudo. No último encontro do Quico no Brasil, eu fui, paguei R$ 100 para tirar foto com ele, chorei. Já invadi o almoço dele com o Seu Barriga, sentei à mesa, almocei com ele sem ele nem saber quem eu era. Sou fã, tenho livro, boneco, dormia com a roupa do Chaves… Isso tem três anos, não é de quando eu era criança, não. Sou bem bagaceira” – à coluna do Leo Dias, do jornal O Dia, em maio de 2013.

19 – Sobre fora em Ana Paula Minerato na festa de “I Love Paraisópolis”:
“Amoree! Ana Paula Minerato, desculpa! Eu estava sem entender nada ontem e achei que você fosse me dar um beijo! Rs (não que eu não quisesse, anjo) Aí tomei um susto 🙂 Mas adorei te conhecer! Não te dei fora nenhum! Jamais faria isso! Beijos!” – no Twitter, em abril de 2015.

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20 – Sobre religião e religiosidade:
“Eu sou tudo. Eu sou muito religiosa, mas não tenho uma religião. Eu tenho muita fé. Eu preciso disso para sobreviver. Tem coisas que acontecem na vida que são muito cruéis, e eu tenho uma visão de que tem uma coisa muito maior, que eu dou o nome… chame de Deus, de brother, o que quiser, algo que me sustenta e que me faz sempre querer evoluir como pessoa, como cidadã, como amiga, como mulher, querer sempre não agir pelo ego, agir pelo coração” – ao programa De Frente com Gabi, em dezembro de 2011.

21 – Sobre solidão na terceira idade:
“O mundo está voltado hoje em dia para os práticos, rápidos, precisos e os tecnológicos. Infelizmente, a terceira idade, que tanto contribuiu, é vista como uma idade que mais se usufrui do que oferece. Merecidamente. Mas as pessoas talvez vejam como um problema, tem suas próprias vidas, então cada um vai se moldando para seguir no seu próprio individualismo” – ao programa Encontro com Fátima Bernardes, em setembro de 2013.

22 – Sobre uso de preservativo:
“Eu acho de verdade que – eu nem brincaria com isso – é um absurdo as pessoas hoje em dia não usarem camisinha. E é verdade. Às vezes você vê, sei lá, uma amiga tua falando… Como assim, sabe? Até porque não é só a AIDS, né. É um absurdo mesmo. Eu acho burrice não usar” – à webtv Plus TV, em fevereiro de 2015.

23 – Sobre superação:
“Eu amo tudo sobre superação: não se deixe abater pelos limites, que você sempre consegue mais, se você sonhar, se você correr atrás… Isso é engraçado porque sempre soa clichê, e é a mais pura verdade. Eu, em vários momentos, pensei em desistir e é impressionante como, se você realmente perseverar e tiver determinação, você consegue” – ao site UOL, em julho de 2014.

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