Plantão

Alexandre Lino está em cartaz com três peças: “vivo para o teatro”

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O ator Alexandre Lino pode ser visto atualmente em três peças em cartaz: “Nordestinos”, no Teatro Sesi Centro, “Acabou o Pó”, no Teatro Ipanema, e “O Duende Rumpesltiltskin”, no Teatro Fashion Mall. É até difícil escapar dele. Alexandre só não sobe no palco segunda e terça-feira. “Eu vivo para o teatro, ou seja, para o meu trabalho”, diz o ator, que também tem projetos na literatura e no cinema. “Nordestinos”, por exemplo, gerou um livro, lançado no início da temporada, e vai ser desdobrado em um documentário, com depoimentos de imigrantes que foram assistir à peça. Em tempo: o próprio artista é nordestino, natural de Gravatá, no Pernambuco.

– Sou um artista do meu tempo, portanto, empreendedor. Se você entende sua arte também como negócio, isso será sua vida em todos os campos. O segredo é trabalhar duro. – ele diz ao Teatro em Cena – Não são todos que entendem ou aceitam a realidade. É mais fácil seguir a linha do deslumbramento e desse negócio chamado glamour. Eu acho cafona e idiota quem acredita que a profissão é isso. Existe algo maior que essa bobageira toda: respeito! É isso que me move.

Alexandre também é produtor e está por trás de vários espetáculos. “O Pastor”, que lhe deixou em uma posição de destaque em 2013, é uma produção sua. Houve convites, inclusive, para que ele também apresentasse essa peça neste momento, mas ele declinou. Três está bom, né? “Gosto muito dos três espetáculos. São completamente distintos e específicos em suas concepções, e isso é um desafio ainda maior para um ator. Sou movido por isso. Não consigo parar. Só não topei fazer ‘O Pastor’ nesse momento. Deixei para depois apesar de várias solicitações”, conta. Afinal, além do documentário sobre “Nordestinos”, ele também está envolvido com um livro novo, justamente sobre produção. Vai se chamar “Artista Empreendedor”. Tempo vago para quê, não é mesmo?

Alexandre em "Nordestinos" (Foto: Divulgação)

Alexandre em “Nordestinos” (Foto: Divulgação)

Com 41 anos de idade, o ator está na profissão há 15 e já trabalhou com diretores como Alexandre Avancini, Fabio Junqueira, Rudi Lagemann, Gustavo Bicalho, Antonio Abujamra, Hamilton Vaz Pereira, Jacqueline Laurence, Bianca Biyngton e João Falcão. Além das três peças em cartaz e de “O Pastor”, ele diz que tem de memória os textos de outras três peças – e garante que nunca confundiu os diálogos de umas com as outras em cena.

– Não se sabe se é mito ou verdade, mas diz-se que usamos apenas 10% da capacidade de nosso cérebro. Eu acredito nessa teoria, em especial que a nossa possibilidade de memorização é muito maior do que imaginamos. Basta praticar. Tenho sete peças no meu HD cerebral. Claro que sempre que retomo uma delas tenho que ensaiar de novo e estudar para que as informações se tornem vivas e potentes, mas elas estarão sempre ali. É meu patrimônio e uma peça não trai a outra.

Quando questionado sobre qual espetáculo o desafia mais, ele desconversa. Os três são queridos, com suas especificidade, e o maior desafio é o próprio teatro em si.

O que será sempre nosso maior e melhor desafio é estabelecer um diálogo sincero e honesto com o público. E isso se repete todos os dias e em qualquer peça que façamos. Isso é a especificidade do teatro e que torna ele único todas as sessões.

Em "Acabou o Pó" (Foto: Janderson Pires)

Em “Acabou o Pó” (Foto: Janderson Pires)

_____
ACABOU O PÓ: qua, 21h. R$ 40. 60 min. Classificação: 12 anos. Até 16 de dezembro. Teatro Ipanema – Rua Prudente de Moraes, 824 – Ipanema. Tel: 2523-9794.

_____
NORDESTINOS: qui a sáb, 19h30. R$ 30. 70 min. Até 28 de novembro. Teatro Sesi – Av. Graça Aranha nº 1 – Centro. Tel: 2563-4168.

_____
O DUENDE RUMPELSTILTSKIN: sáb e dom, 15h. R$ 60. Classificação: livre. Até 29 de novembro. Teatro Fashion Mall – Shopping Fashion Mall – Estrada da Gávea, 899, sala 213 – São Conrado. Tel: 2422-9800.

Comentários

comments