Entrevista

Amanda Acosta, a estrela do verão de 2018

“Amanda Acosta brilha agora como jamais brilhou” – Rodrigo Monteiro.
“A atuação de Amanda Acosta é a melhor que recordo no teatro musical dos últimos anos” – Renato Mello.
“Amanda Acosta se insere entre as melhores atrizes de musicais de toda a história do teatro brasileiro” – Lionel Fischer.

(Foto: Cristina Granato)

Aclamada pela crítica – e pelo público! – Amanda Acosta se aproxima do fim da primeira temporada de “Bibi – Uma Vida em Musical” realizada profissionalmente. Toda semana, a atriz e cantora paulista desembarca no Rio de Janeiro para interpretar Bibi Ferreira em seu musical biográfico, no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon. O espetáculo já é um marco em sua carreira, e ela tem plena consciência disso. “Mas é um constante aprendizado”, pondera, em entrevista ao Teatro em Cena, “tem coisas ali que eu falo ‘ainda não está no ponto’”. Tais coisas, só ela percebe. Tente encontrar uma crítica negativa na Internet e falhe miseravelmente.

Escolhida a dedo pelo diretor Tadeu Aguiar, que já a havia dirigido em “Esta É a Nossa Canção” (2009), “Baby, o Musical” (2011) e “4 Faces do Amor” (2016), Amanda impressiona a plateia por se aproximar do timbre e dos trejeitos da retratada. E ela dá vida à Bibi em todas as fases da vida da artista: da infância à velhice. São cinco sessões semanais, duas aos sábados, e a atriz de 39 anos não utiliza substituta em nenhuma delas. “Tem uma stand in, caso haja algum problema, que não vai haver. Amém”, diz, “eu faço todas as sessões”. Casa com algo que ela ouviu da própria homenageada certa vez que a encontrou após um show: “isto é muito trabalho, minha filha, muito trabalho”.

Amanda Acosta está no meio artístico desde os quatro anos de idade. Isto é, a vida toda. No fim da década de 1980, ela ficou conhecida nacionalmente por integrar o grupo infantil Trem da Alegria, com o qual lançou quatro álbuns e fez filme com a Xuxa e os Trapalhões. No início da vida adulta, descobriu o teatro musical e nunca mais largou. Já fez vários espetáculos, mas o mais icônico foi “My Fair Lady” (2007), na pele de Eliza Doolittle – papel que a própria Bibi deu conta em montagem dos anos 1960. O musical, aliás, é um dos relembrados na biografia cênica.

(Foto: Guga Melgar)

– Eu fico muito emocionada. Quando estou na coxia e passa o medley antes de começar o primeiro ato, que tem “I Could Have Danced All Night”, eu fico lá vibrando com aquele arranjo lindo. É muito lindo! É uma obra-prima, né? Eu fico muito emocionada de ter feito isso e de ter tido esse presente de representar Eliza. Quando remeto a isso em “Bibi”, é um mix de emoções muito bom. – compartilha.

Sua entrevista ao Teatro em Cena acontece em uma segunda, logo após o fim de semana de apresentações no Rio. Amanda já está em São Paulo e acaba de se levantar de um cochilo após a viagem. Está tocada por algo que ouviu na noite anterior. Um senhor de 84 anos se aproximou no fim da sessão, com os olhos cheios de lágrimas, e disse: “eu não sabia que aos 84 anos ainda podia sentir a emoção que senti hoje. Obrigado”. Repostas assim são a motivação da atriz.

– Eu ouço tantas coisas maravilhosas depois do espetáculo, que eu chego em casa inflada de amor e de gratidão. Esse é o propósito da arte. Eu acho que o artista não pode abandonar o sagrado. Tem que ter verdade, tem que ter alma. É aquela frase que a Bibi fala: o que a gente entrega com amor, o público sempre aceita. Você entendeu?

(Foto: Guga Melgar)

TEATRO EM CENA – A temporada está se aproximando do fim. Que saldo você tira?
AMANDA ACOSTA – O mais positivo possível. Acho que não poderia ser melhor. A gente está tendo a resposta que qualquer artista que faz teatro quer, através de uma história, através de sua expressão. Ainda mais contando a história da nossa grande artista brasileira. É mais que positivo, é muito amor. Tem muita troca com a plateia. A plateia sai muito inspirada, transformada. É isso que a gente tem ouvido.

Como é para uma atriz de musical homenagear uma das maiores, senão a maior do Brasil?
É a maior. A Bibi partiu para várias frentes e fez muito bem tudo que fez. Sempre levou o teatro para tudo que fez. Quando apresentou programa, levou o teatro para a TV e sempre apresentou os grandes artistas brasileiros onde teve oportunidade. No programa dela, iam grandes cantores, grandes atores. E ela também dirigiu muito, então acho que é a maior neste sentido. A gente tem muitos talentos, como ela, mas a Bibi tem um lastro muito grande, então eu me sinto honrada. Estou amadurecendo e crescendo como atriz fazendo esse espetáculo, pesquisando e estudando a vida dela. É um aprendizado constante, buscando mais ferramentas no meu corpo para poder servi-la. Isso, para mim, é um estudo e uma evolução como artista. É um aprendizado para a vida. Eu me sinto privilegiada por estar vivendo esse momento.

Você começou a carreira ainda mais cedo do que ela. Quais os pontos em comum entre vocês?
Eu acho que essa paixão e respeito pelo nosso trabalho, pelo público. Eu acho que essa é a identificação maior: a importância de apresentar algo para o público. A partir do momento em que você escolhe representar algo, você tem uma responsabilidade muito grande. Eu me identifico com ela nesse “sagrado” que é a nossa profissão. É muito trabalho, muita dedicação, muita percepção de vida. Eu me identifico plenamente com ela nisso. Para mim, a Bibi é tudo que eu acredito em um artista. Ela conduz sua carreira com muita disciplina, simplicidade, paixão.

Veja um vídeo de Amanda na infância, em homenagem à Xuxa:

Aliás, sobre ter começado tão cedo… Hoje em dia, você tem um filho pequeno. Permitiria que ele entrasse para a carreira artística ainda na infância?
Olha, se fosse a dele e ele quisesse muito, eu ia querer fazer da melhor forma possível para que ele não perdesse a noção do que é essencial na vida, para manter o pé no chão. Eu tentaria… como é que posso dizer? (busca a melhor palavra)

Orientar?
É, orientar. Se ele tivesse algo a dizer e quisesse passar isso com a música, com o teatro, nessa idade, eu iria ajudá-lo da melhor forma possível para ele estar focado nisso e não na coisa de “aparecer”. Tem que manter o pezinho no chão. Não é só a TV. Ele faz beatbox e está começando a ter aula de bateria. Ele faz muito bem beatbox, é um talento dele. Ele, inclusive, já fez um show na viela aqui ao lado de casa. Ele pegou e organizou com nosso amigo. Tinha um público, porque tinha um aniversariante comemorando no bar. Eu acho muito lindo isso, entende? Ele já está buscando…

Ele está com quantos anos?
Nove! Está descobrindo seu caminho de uma forma muito bonita.

Assista a trechos de “Bibi – Uma Vida em Musical”:

Eu assisti ao espetáculo na estreia e, naquela parte em que a Bibi se apresenta na Broadway, vi um brilho nos seus olhos, que fiquei em dúvida se era a personagem ou atriz ali. Você consegue assimilar, em cena, a grandeza do que está fazendo?
Eu estou muito inteira, muito presente, e falando tudo que acredito no palco, através da Bibi. Ela nos representa: quem está na essência e no propósito da arte se identifica totalmente com tudo que ela diz, cada vírgula dela é preenchida e tem um porquê. É incrível. Ela tem uma clareza, uma simplicidade e uma lucidez sobre o que é ser ator e sobre a importância da troca com o público. É tão lindo isso que acontece e ela traduz tão bem toda nossa emoção e nosso propósito como artista. Tudo que eu falo ali é o que eu quero dizer, entende? Eu fico muito feliz por ela traduzir tão bem tudo que eu sinto. Acho que muitos artistas também. Eu agradeço demais, demais.

Gostaria que você me contasse um pouco dos bastidores. Como foi a preparação para o musical?
Foi muito intenso. Foram dois meses de ensaio e a gente ensaiava oito horas por dia. Foi muito bom, porque o grupo é muito unido e o Tadeu [Aguiar, diretor] é um grande maestro, um homem de teatro, ligado nos detalhes, porque os detalhes fazem toda diferença. É uma orquestra que tem que estar junta para tocar aquela música de forma precisa e com alma. O processo, então, foi muito intenso e muito tranquilo. Foi de muito estudo. Eu mesma comecei a pesquisar assim que recebi o convite. Eu vivi mergulhada, totalmente para Bibi.

Você se aproxima muito do timbre e do jeito da Bibi Ferreira no espetáculo. Isso tudo é dever de casa, né?
Total, total! Pesquisei tudo que pude e continuo pesquisando sobre ela. Fiquei muito atenta, vi fotos antigas, porque não tem registro de voz dela mais nova. Tem até uma gravação que eu descobri no Youtube, que ela está cantando com 16 anos, 17 anos. Fui pegando referências de falas soltas em entrevistas antigas e fui montando meu quebra-cabeça. A gente tem mais referência dela a partir dos 24 anos, que ela fez “The End of the River” (1947), e aí tem um pouco do registro da voz dela. Vi muitas fotos para captar a energia dela. Uma menina que, aos 22 anos, já tinha sua própria companhia… você imagine a força que ela tinha. A presença, a segurança… Ela é uma pessoa que tem muita firmeza e isso passa na voz. E os gestos também, né? Fiquei muito ligada no que lhe era característico. O mesmo na fala. E isso tudo vai mudando com cada época. É engraçado, porque a gente ouve a Bibi falando hoje em dia e a impressão é que ela retoma ao sotaque lá do começo da vida dela, com os R e L puxados. O jeito dela falar vai mudando em cada época e, agora mais velha, volta a carregar o sotaque da década de 30, de 40, sabe? É um estudo muito interessante.

(Foto: Guga Melgar)

Neste aspecto da incorporação dos maneirismos da Bibi, que tipo de orientação o Tadeu Aguiar te deu?
Olha… Maneirismos… Ele me passou mais a questão de postura quando ela está ensaiando. O Tadeu conhece muito bem ela, é um amigo pessoal, então ele pegou mais nessa questão da firmeza dela ensaiado. Às vezes, ela era bem severa, e ele me dava esses toques em determinados momentos. A coisa do pescoço… O resto eu fui pesquisando e ouvindo muito ela falando e cantando. Eu não tenho o vibrato dela. E ela teve o vibrato mais forte ainda, que é bem característico dela, porque é bem natural. Ela foi limpando. Eu tentei me aproximar o máximo possível desse vibrato dela, um pouco anasalado.

Você teve algum encontro com a Bibi durante o processo?
Não, não tive. Infelizmente não.

Ela não foi assistir, né?
Ainda não. A gente tem fé que ela vai.

Você teve feedback de alguém próximo dela?
Então… Falou que ela vai. Ela está mais de repouso agora, porque está com o corpo um pouco frágil, mas… a gente não sabe.

(Foto: Arquivo pessoal)

Que tipo de manutenção e cuidado você faz para dar conta dessa rotina?
De quinta a domingo, eu vou do flat para o teatro e do teatro para o flat. Fico quieta, faço meus exercícios de corpo e de voz. Durante a semana, faço pilates, por conta da postura, do ombro, e também por conta do meu joelho. Eu me cuido bastante. Tomo muita água, faço exercícios de fono…

E no teatro, como que é?
Gosto de ficar quietinha antes de começar o espetáculo. Gosto de chegar e me concentrar a partir da maquiagem para ir entrando no clima. Aí vou e me aqueço no palco, a gente se aquece juntos, faço uma música e já entro no clima.

O espetáculo repassa vários musicais e momentos importantes da vida pessoal da Bibi. Qual sua parte favorita?
Eu amo todas. Acho que não tem uma parte favorita. Tudo é muito importante e intenso ali, tudo diz algo, até o “Hello Dolly”, que a Bibi disse em entrevista que não acha muito bom. Fizeram um medley tão bonito, tão pra cima. A tradução é tão bobinha, mas fala de coisas que a gente sente, que a gente vive e é positiva. Tem a coreografia, que tenho um prazer enorme em fazer. Tudo me diz algo, tudo é importante para mim. Não sei destacar um momento. (pausa) Vou te dizer uma coisa. “My Fair Lady” me pega bastante.

Era minha próxima pergunta.
(risos) É um misto, né? Na primeira vez que canto, faço uma homenagem à Bibi e vou mais próximo de como ela cantava. Na outra parte, quando encerro o número no fim do primeiro ato, eu canto já no tom original da música e aí vou mais para a homenagem à Eliza que eu fiz. Mas é a Bibi, entendeu? Também nem tem como eu fazer um registro da Bibi naquela região, enfim… e aí eu presto uma homenagem à minha Eliza também. (risos).

Relembre a atuação da atriz em “My Fair Lady”:

“Bibi” é um marco na sua carreira, assim como “My Fair Lady”. Que outro espetáculo seria seu grande sonho?
Ai, meu Deus do céu! Essa pergunta me pega num lugar… (risos) Não sei te dizer, viu? Estou lendo alguns textos para me inspirar para produzir. Estou com meu show, que é o “Alô, alô, Teatro Musical Brasileiro”, que eu estava fazendo antes de ter a notícia do “Bibi”. Isso é muito engraçado, porque faço uma homenagem ao teatro brasileiro, na qual pego uma música de cada década desde 1890 até 2016 e conto a trajetória do teatro musical brasileiro. O “Bibi” tem muito da estrutura do show. É muito louco isso. Isso foi uma necessidade minha, que eu produzi, fiz o roteiro e a direção, convidei o Kleber Montanheiro para dirigir e fazer o roteiro comigo. É um trabalho lindo, que quero seguir. É uma necessidade que vem de dentro. Aí estou lendo alguns textos e daqui a pouco encontro algo que me arrebate, que eu queira comunicar, sabe? Agora estou muito no foco com a Bibi.

Terminando no Rio, vai para São Paulo?
Sim, chega a São Paulo em maio, no Teatro Bradesco. E aí é vida longa, né? Eu acho que tem que rodar o Brasil com esse espetáculo. Merece.

No espetáculo, você faz desde a Bibi menina até a Bibi de 90 anos. O que te desafia mais?
(pausa) Mais desafiador? Eu acho que o espetáculo inteiro! (risos) Olha, é muito legal isso, porque um trabalho prepara a gente para o outro. A vida também vai preparando a gente. Se a gente evolui como ser humano, isso reflete em tudo que a gente faz, em questões internas, enfim… Nossas emoções são material de trabalho para a gente. Tem um monólogo que eu faço, que meu marido escreveu, que se chama “Maternidades”. Eu faço quatro mães: uma de 17 anos, uma de 30, uma de 50 e outra de 80. Eu faço todas elas sem sair do palco. Chego à de 80, uma senhora, com sotaque português, em homenagem à minha avó. Foi um trabalho incrível, que eu pude explorar esse lugar, esse tempo, esse peso, e o público embarcava. Olha só que barato! Agora, em “Bibi”, tenho todo esse processo de envelhecimento na frente do público, então o que tento pegar é a essência e a alma de cada momento de vida dela. Essa construção vem desde o começo do espetáculo. O musical todo é um desafio, né?

Você está sendo aclamada pela crítica com esse trabalho. Você gosta de ler as críticas?
Eu fico muito emocionada. Eu me sinto preenchida de muito amor. O reconhecimento vem de onde? A pessoa enxerga o propósito do que você está fazendo, que é exatamente atingir as pessoas com aquela história, fazer com que as pessoas saiam do teatro e entrem na história. Essas declarações são a prova de que as pessoas embarcaram. Aí vem a análise: vocês enxergam o trabalho que é até chegar a esse ponto. Não é uma coisa fácil. É muito trabalho, como diz a Bibi. É o que eu falo: quero que as pessoas vejam a personagem, a Bibi no caso. Não quero que me vejam. Estou ali com meu corpo, meu ser, todo trabalhado para servir da melhor forma à história, e esse reconhecimento é isso. Esse amor e essa emoção que o público sente – porque todos nós somos público – é tudo que a gente quer, é tudo que a Bibi sempre quis, tudo que qualquer artista quer. Eu me sinto muito realizada, muito plena.

(Foto: Guga Melgar)

Não é o caso desse espetáculo, mas como você lida quando a crítica é negativa?
Olha, eu só não gosto quando a crítica vem com uma maldade, sem uma análise, entende? Quando o ego do crítico vem na frente, com uma vontade louca de falar alguma coisa que não gosta. Tem críticos com coisas mal resolvidas como ser humano, e aí passa no trabalho, infelizmente. Fico muito sentida com isso. A crítica construtiva vem de uma forma diferente, com amor e carinho, e inspira a gente. Ela não vem para espantar o público e sim para incentivar. A gente já vive em um país nem aí para a arte e a cultura, as pessoas não tem esse hábito de ir ao teatro, aí você vai escrever para ferrar? Bem, estou falando de espetáculos com artistas envolvidos, mas que pecam em alguma coisa porque tentam comunicar algo e ainda não tem experiência… não estou falando de gente que não está envolvida, só quer aparecer e faz qualquer coisa para ganhar dinheiro. Aí eu acho que não tem nem que criticar, entende? Como, em qualquer trabalho, você percebe: “essa pessoa não é um profissional”, então não tem nem que criticar. Mas a verdade é que a gente nunca sabe se está preparado para o que vai vir. A gente só vai saber quando recebe. Eu só espero estar tranquila sempre.

Isso que você falou agora me chamou atenção: “a gente nunca sabe se está preparado”. Quando você estreou “Bibi”, não tinha total consciência de que estava maravilhoso?
Não… Não… Nossa! Olha, tem coisas ali que eu falo “ainda não está no ponto”. Isso que é maravilhoso. Eu tenho descoberto tempos novos, mais sutilezas, enfim, é um aprendizado constante. É aquela nota, aquele vibrato que ainda está um pouco preso. É um estudo constante. Isso tudo para que o público embarque cada vez mais. Às vezes, você dá uma nota estendida, que você vai até o final, limpo, cheio de emoção, e aquilo causa uma emoção que as pessoas não conseguem entender. É muito bom. Por isso que eu falo que é um aprendizado constante. A gente está trabalhando o nosso instrumento, que é todo nosso ser, o tempo todo. Já ouvi alguma

Bibi Ferreira está com 95 anos e nos palcos. Você se imagina assim ou tem outros planos de vida?
Olha, como é que você se imagina? (risos) Você não quer estar pleno em seu ofício? Pode ser que, mais pra frente, você queira trabalhar em outra coisa, então vai, vai atrás disso. Eu quero viver como Bibi viveu, nesse aspecto: fazendo o que ama, plena, estando na ativa, tendo essa troca com o mundo, com as pessoas. É isso que a gente quer na vida! Agora que ela está, lógico… (pensa) O corpo é uma máquina e o corpo está dizendo que está com preguiça. É uma coisa natural. Eu espero que ela vá de uma forma serena, porque merece isso. Ela é uma inspiração para todos.

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SERVIÇO: qui e sex, 20; sáb, 17h e 21h; dom, 18h. R$ 50 até R$ 150. 140 min. Classificação: 10 anos. Até 1º de abril. Teatro Oi Casa Grande – Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon. Tel: 2511-0800.

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