Papo de Artista

Ao Vivo É Água Fresca – Por Zéu Britto

(Foto: Rael Barja)

Assistir a pessoas se manifestando e encher os olhos de dança, representação, música, filme ou pintura é no mínimo um motivo pra sair de casa em tempos de prisão domiciliar por medo da violência ou preguiça virtual.

A maioria do público ativo que frequentava semanalmente casas de espetáculos e amava falar horas sobre as peças, filmes e shows em barzinhos deliciosos parou com esse hábito e reduziu a experiência em uma vez por mês e olhe lá! Com certeza isso mexeu com a carga horária dos artistas (era de quarta a domingo e está caminhando para sextas e sábados somente). Ninguém para e pensa nisso, só uma pequena parcela que sobrevive de arte na sociedade, mas com a questão da regulamentação da classe, do DRT e valor real do profissional em voga, o prejuízo alcançará todo mundo em breve, é questão de tempo.

Todos têm seus ídolos no Youtube e uma nova geração sedenta por novidades e sem escrúpulos em descartar, ama e abandona um artista em uma semana, todos agora são “artistas” e tem suas “emissoras”, porque canal de Youtube agrega muito mais audiência e seguidores que todos os teatros e arenas de um país, é fato! Já ouvi de um adolescente na fila da lanchonete: “Não gasto mais com ingresso, vejo tudo pelo Youtube”, coitado, ele vê o registro de celular de um outro indivíduo que também não viu pois estava filmando na hora rsrsrsrs É o caos da experiência ao vivo!

A quantidade de sensações (cheiro, som, contato, sabor…) tudo e muito mais que você perpassa quando toma um banho e sai de casa com amigos para assistir a manifestações artísticas ao vivo faz a vida cumprir sua função, isso é viver! Sem contar a possibilidade de encontrar o amor da vida ou um amigo incrível que pode alterar o rumo das coisas, o ato de comprar um ingresso e se aventurar para ver seu ídolo fica registrado como tatuagem na alma.

O burburinho do público chegando, a cumplicidade dos fãs com mãos suadas, a gritaria e arrepios quando se é tocado por uma canção ou uma piada certeira, tudo isso só pode ser sentido em sua plenitude ao vivo, não tem jeito! Por isso eu aconselho você que está lendo esse texto, presenteie aquele amigo que não sai de casa e vê tudo pelo Youtube com um ingresso, coisa fina, num bom lugar, pra ver o artista que ele idolatra, leva ele pra esse universo encantado, transforma ele!

Acredito que em breve voltaremos a necessitar dessa catarse, quando os olhos cansarem das telas, as pessoas cansarem do medo, os corações cansarem de solidão e a sede da experiência ao vivo só puder ser combatida com a água fresca da arte. Evoé!

Assistir a pessoas se manifestando e encher os olhos de dança, representação, música, filme ou pintura é no mínimo um motivo pra sair de casa em tempos de prisão domiciliar por medo da violência ou preguiça virtual.

A maioria do público ativo que frequentava semanalmente casas de espetáculos e amava falar horas sobre as peças, filmes e shows em barzinhos deliciosos parou com esse hábito e reduziu a experiência em uma vez por mês e olhe lá! Com certeza isso mexeu com a carga horária dos artistas (era de quarta a domingo e está caminhando para sextas e sábados somente). Ninguém para e pensa nisso, só uma pequena parcela que sobrevive de arte na sociedade, mas com a questão da regulamentação da classe, do DRT e valor real do profissional em voga, o prejuízo alcançará todo mundo em breve, é questão de tempo.

Todos têm seus ídolos no Youtube e uma nova geração sedenta por novidades e sem escrúpulos em descartar, ama e abandona um artista em uma semana, todos agora são “artistas” e tem suas “emissoras”, porque canal de Youtube agrega muito mais audiência e seguidores que todos os teatros e arenas de um país, é fato! Já ouvi de um adolescente na fila da lanchonete: “Não gasto mais com ingresso, vejo tudo pelo Youtube”, coitado, ele vê o registro de celular de um outro indivíduo que também não viu pois estava filmando na hora rsrsrsrs É o caos da experiência ao vivo!

A quantidade de sensações (cheiro, som, contato, sabor…) tudo e muito mais que você perpassa quando toma um banho e sai de casa com amigos para assistir a manifestações artísticas ao vivo faz a vida cumprir sua função, isso é viver! Sem contar a possibilidade de encontrar o amor da vida ou um amigo incrível que pode alterar o rumo das coisas, o ato de comprar um ingresso e se aventurar para ver seu ídolo fica registrado como tatuagem na alma.

O burburinho do público chegando, a cumplicidade dos fãs com mãos suadas, a gritaria e arrepios quando se é tocado por uma canção ou uma piada certeira, tudo isso só pode ser sentido em sua plenitude ao vivo, não tem jeito! Por isso eu aconselho você que está lendo esse texto, presenteie aquele amigo que não sai de casa e vê tudo pelo Youtube com um ingresso, coisa fina, num bom lugar, pra ver o artista que ele idolatra, leva ele pra esse universo encantado, transforma ele!

Acredito que em breve voltaremos a necessitar dessa catarse, quando os olhos cansarem das telas, as pessoas cansarem do medo, os corações cansarem de solidão e a sede da experiência ao vivo só puder ser combatida com a água fresca da arte. Evoé!

Zéu Britto é ator e cantor.
Fica em cartaz até o fim de maio com “Delírio da Madrugada” no Teatro Municipal Café Pequeno.

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