Atores revelam seus personagens dos sonhos no teatro musical – Teatro em Cena
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Atores revelam seus personagens dos sonhos no teatro musical

Ator de teatro musical é também fã de teatro musical. Com tanto tempo, dinheiro e energia empregados em aulas de canto, dança e atuação, tem mesmo que amar o que faz, né? Geralmente, os artistas entram para esse segmento inspirados pelos filmes e espetáculos que viram. Isto é, são também bons espectadores e estudiosos. Naturalmente, têm seus musicais favoritos, como não poderia deixar de ser. Pensando nisso, o Teatro em Cena perguntou para um grupo de artistas do ramo: qual seu personagem ou musical dos sonhos? Confira as respostas!

Eline Porto (em cartaz com “2 Filhos de Francisco”): Tenho vontade de fazer algum musical da Disney… Jasmin do “Aladdin” ou Esmeralda do “Corcunda de Notre Dame”. Fui uma criança muito apaixonada pelos filmes da Disney, assistia um milhão de vezes. Então, fazer uma desses papéis no teatro seria um sonho. Sem contar que as canções são belíssimas.

Victor Maia (em cartaz com “Ayrton Senna – O Musical”): Charlie Price (ou Lola, por que não?) de “Kinky Boots”, Aladdin e Evan Hansen [de “Dear Evan Hansen”]. O Charlie e a Lola porque acho o espetáculo incrível, adoro os personagens, a curva dramática deles, e as canções são sensacionais, porque Cyndi Lauper é um absurdo de bom. É pop, é o meu registro, eu adoro. A Lola originalmente é feita por um ator negro, mas foi um ator branco nas Filipinas, então eu poderia fazer sem problema algum. Alladin é um personagem da minha infância e, depois que fizeram o musical, eu pirei, porque descobri que o ator que fez o Alladin tem quase 40 anos, então eu poderia. E o Evan Hansen por conta da trilha, da dramaticidade do personagem, a complexidade. É um personagem mais dramático e gosto também de investir nesse lado, apesar de trabalhar muito com comédia.

Rodrigo Negrini (de “Les Misérables”): Tem uns que já fiz como cover e outros que tenho vontade. Já fiz como cover Fiyero de “Wicked”, Link Larkin de “Hairspray” e Emcee de “Cabaret”. Também gostaria de fazer Frank Abagnale Jr. de “Catch Me If You Can”, Albin de “La Cage Aux Folles” e o “Aladdin”.

Felipe de Carolis (de “Rocky Horror Show”): O último que acabei de assistir é o “Dear Evan Hansen”. Acho que tenho um limite aí de mais cinco anos, porque depois não dá mais pra fazer. Os meninos já são donos do “Pippin” e não posso escolher por eles, mas adoraria fazer. Ai! Eu queria fazer o Elder Price do “The Book of Mormon” também! Escolhi três bem diferentes, que tem a ver com o que atrai em todo trabalho que faço – a diversificação da minha carreira. Para fazer o “Pippin”, eu teria que dançar muito mais do que danço, cantar o espetáculo inteiro, e fazer o que amo fazer – um épico. O “Dear Evan Hansen” é uma história que me toca muito – de bullying, de problemas da infância que refletem em uma vida inteira e de como uma máscara pode mover uma sociedade. E “The Book of Mormon” me cativou de cara. Eu não conhecia os mórmons, não tinha nenhuma cultura dessa religião, e a história é hilária. Tem uma partitura muito interessante de fazer vocalmente, pois tem uma dificuldade muito legal. A gente quer fazer o que é difícil, né? É um espetáculo masculino e dificilmente o teatro musical dá oportunidade para tantos homens que precisam ter tantas características de muita qualidade em cena juntos.

Diego Montez (em cartaz com “2 Filhos de Francisco”): Eu sou obcecado… agora minha nova onda é o “Dear Evan Hansen”. Acho que é um musical que eu amaria fazer. “Waitress” é outro musical que eu gosto muito e seria um presente fazer. E eu gosto também de uns mais ‘low profile’, tipo “Murder Ballads”, que é um musical concebido por uma ideia do Jonathan Larsson, que é muito legal. É uma história de assassinato. Mas acho que o musical que eu mais gostaria de fazer é um off-Broadway chamado “Heathers”, que foi bem pequeno lá, mas as músicas são incríveis, um libreto maravilhoso. É um que eu adoraria fazer de qualquer jeito – sendo J.D. [protagonista masculino] ou não.

Tiago Abravanel (de “Meu Amigo, Charlie Brown”): O que mais tenho vontade é “O Corcunda de Notre Dame”. Acho a história linda. O Victor Hugo é fantástico. Ele traz a história de uma maneira tão poética, mostrando as dificuldades, o preconceito, o amor… São muitos assuntos abordados no espetáculo, e as músicas da Disney são demais. É meu desenho favorito, então se eu pudesse escolher um musical, seria esse.

Bruno Boer (escalado para “Peter Pan – O Musical”): O primeiro que me vem na cabeça atualmente é o Evan Hansen, por razões óbvias. Logo penso também no Moritz de “O Despertar da Primavera”. Também tenho uma certa paixão por Elder Price [de “The Book of Mormon”], mesmo sendo baixinho (risos). Daí vem a Felicia, de “Priscilla, a Rainha do Deserto”, Saint Jimmy de “American Idiot”, Toby de “Sweeney Todd” e Quasimodo, do “Corcunda de Notre Dame”.

Giselle Prattes (de “Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical”): “Wicked” era um musical que eu sonhava, e também “Les Misérables”, que já assisti duas vezes nos Estados Unidos e é um dos meus musicais favoritos da vida. As personagens são a Glinda e a Ephonine. Eu cheguei a fazer audição para a Glinda, e a Fabi [Bang] é super minha amiga. A gente estava fazendo “Kiss Me, Kate” juntas. Eu assisti e me emocionei com ela.

Leo Bahia (de “Chacrinha – O Musical”): Jean Valjean, que eu fiz em uma montagem universitária. Quero fazer daqui a 40 anos. Acho um personagem complexo, humano pra caramba, e sou apaixonado por “Les Miserábles”.

Luiza Lapa (de “Les Misérables”): “Anastasia”, Elsa [de “Frozen”], Bela [de “A Bela e a Fera”], Elphaba [de “Wicked”], Fantine [de “Les Misérables”], Eponine [de “Les Misérables”], Molly [de “Ghost”], Penny [de “Hairspray”]… O exercício da profissão por si só já é a realização de um sonho.. citei personagens que de alguma forma me marcaram, porque fizeram parte da minha infância, como é o caso da Anastasia e da Bela, ou porque são histórias muito maravilhosas (não que as que me marcaram na infância não sejam foda!) tipo “Wicked” e “Les Misérables”.

Kiara Sasso (em cartaz com “Um Sonho de Natal”): Nossa, tantos! Daqui a algum tempo, eu adoraria fazer a personagem da mãe do “Next to Normal”, por exemplo. “A Pequena Sereia” tá vindo agora, e acho que eu curtiria fazer a Úrsula. Tá vindo “Legalmente Loira” e essa personagem também é uma delícia! Ah, a lista é meio sem fim, tá? São muitos musicais bons e personagens maravilhosas. Se eu pudesse ser onipresente e servir a todas, eu dava um jeito, porque é muito gostoso.

Vanessa Gerbelli (de “Forever Young”): Eu acho que já realizei meu sonho, que foi fazer a Diana de “Quase Normal”. Gostaria de voltar a fazer. Quem sabe?

Gabriel Stauffer (de “O Beijo no Asfalto – O Musical”): Don Lockwood de “Cantando na Chuva”, porque é muito exigente. Eu teria que me dobrar em 75! É uma coisa muito distante para mim, e acho que gostaria por isso. Você tem que cantar e dançar na chuva, sapatear, subir no poste… é um personagem desafiador.

Mateus Ribeiro (escalado para “Peter Pan – O Musical”): Tem alguns. Eu gostaria muito de fazer o Moritz de “O Despertar da Primavera”. Sou apaixonado por esse musical e por esse personagem. Também é um sonho fazer o “Pippin”. Tem um menos conhecido, off-Broadway, que é muito legal: “Bare”, uma ópera rock, e eu adoraria fazer o personagem Peter. Hum… (pensa) Acho que esses são meu Top 3. Tem outros, como “Cantando na Chuva”, mas que acabou de ter no Brasil, então quem sabe algum dia lá para frente… Que mais? “Sweeney Todd”, amo o espetáculo em si. Faria qualquer coisa no “Sweeney Todd”. Eu amo. Ah! “Newsies” da Disney!! Eu participei do work session do Brasil, mas ainda não foi montado profissionalmente. É. “Newsies” está junto com aqueles três primeiros que te falei.

Malu Rodrigues (de “Se Meu Apartamento Falasse”): “A Noviça Rebelde”! (risos) Eu vou repetir isso até me chamarem pra fazer. Primeiro, porque é um dos musicais que engloba todo mundo: é para a família. Meus sobrinhos e minha vovó poderiam assistir. Fora isso, tem um valor sentimental para mim, porque foi meu primeiro musical com o Claudio [Botelho] e o Charles [Möeller]. Eles vão remontar no ano que vem, então tem um valor sentimental enorme, fora do comum, para mim, além de ser um dos clássicos mais lindos que eu conheço.

Andrea Veiga (de “Constellation”): Eu tinha o sonho de fazer “A Noviça Rebelde”, e agora não tenho mais idade. Cheguei a fazer teste quando Charles [Möeller] e Claudio [Botelho] montaram, e não rolou. Esse era o papel da minha vida! Mas acho que cada personagem é um presente tão grande que a gente ganha, sabe?

Myra Ruiz (de “Wicked”): Christine! (risos) Brincadeira. Todo mundo adora dar essa resposta do próximo musical que vem, né? Essa pergunta é muito difícil, porque são muitos personagens. Sempre que me fazem, acho difícil, então respondo o que vem na minha cabeça na hora e… eu falo “Evita”, porque é um papel maduro, que eu adoraria fazer algum dia. Teria que ser daqui a alguns anos. Outro musical é “O Despertar da Primavera”, que amo, mas acho que já passou pra mim. É um que sempre me vem em mente. Ah! Eu amaria fazer “Waitress”. Posso dar uma lista de 20? “Hamilton” também acho impossível eu fazer, mas amaria, porque sou muito fã do Lin-Manuel Miranda. Acho que é isso.

Gabi Porto (em cartaz com “Beatles Num Céu de Diamantes”): Eu amaria fazer a Jenna do “Waitress” e a Nina do “In the Heights”. A Jenna tem uma história muito fascinante, de uma mulher que passa a ser muito forte e acho isso demais. É uma história que eu gostaria bastante de contar. O “In the Heights” é um musical que tem muito calor e acho que chega muito próximo do Brasil por causa disso. A gente também é latino e tem esse calor.

Kacau Gomes (de “Les Misérables”): “Dreamgirls”, né? Eu adoraria fazer parte desse trio. Eu nem dou um nome de personagem, porque acho tão bacana essas três cantoras negras, que gostaria de fazer qualquer uma delas. Tem também “O Guarda-Costas”, da Whitney Houston. Se eu pudesse fazer algum desses dois, ficaria bem feliz.

Totia Meireles (de “Cinderella”): Eu não tenho nenhum dos sonhos, mas vontades. Tenho vontade de fazer o “Sunset Boulevard”. A Norma Desmond, claro! (risos) Fala um pouco da nossa carreira. É uma personagem senhora, já está velha. Ela trabalhava muito em cinema mudo, então já está “passada”. Fala um pouco de toda a problemática que a atriz mais velha passa – sem personagens. Ela sempre foi uma diva, então quando cai do pedestal, você não tem suas bases. Todo mundo acha que é só glamour nesta carreira, mas é glamour em um dia e sem glamour no outro dia. O musical fala bem disso, e eu adoraria fazer.

Laura Lobo (de “Les Misérables”): São tantos! Um que eu amaria fazer é “A Cor Púrpura”, mas infelizmente nasci um pouco desfalcada na melanina. Esse vai ter que ficar para a próxima vida. Mas eu amo “West Side Story”. É um que eu amaria fazer. Tenho trabalhado muito o lírico, então a gente começa a sentir essa vontade de cantar o lírico. Como sou ‘beltadeira’ a noite inteira – as pessoas me conhecem por ‘beltar, beltar, beltar’ – estou tentando dar uma misturada nisso aí. Fazer a Maria seria incrível. É lindo demais esse musical.

André Loddi (de “Ghost – O Musical”): o protagonista de “Once”. Eu adoraria fazer, porque toco violão e é um musical com músicos em cena – uma coisa que eu gosto muito.

Nicola Lama (de “Rocky Horror Show”): Tem um musical que eu gosto muito e gostaria muito que fosse montado aqui no Brasil que é o “Something Rotten!”. Queria fazer o Shakespeare. É um personagem maravilhoso, muito divertido. Mas tem vários musicais. Tem um outro que eu amei, que chama “A Gentleman’s Guide to Love and Murder”, com dois personagens maravilhosos, que são um sonho meu.

Felipe Tavolaro (de “Beatles Num Céu de Diamantes”): “O Fantasma da Ópera”, porque sempre gostei de estudar e seguir essa linha da ópera. Inclusive, estou focando muito meus estudos neste ano para seguir a carreira de ópera. Relacionado com musical, é o que se aproxima mais desse estilo.

Thaís Belchior (de “BarbarIdade”): O meu é a Joana de “Gota D’Água”. Na realidade, minha primeira paixão foi pela história da Medeia. Daí conheci “Gota D’Água” e minha alma carioca se apaixonou pela força da personagem, pela paixão e vitalidade de uma heroína passionalmente humana. Fora minha loucura pelas musicas do Chico e do Paulo Pontes…

Marcio Louzada (de “Constellation”): Curly Mclain de “Oklahoma”! Primeiramente pela linda música da minha dupla favorita dos musicais Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II. Além disso, fala de uma história de outro tempo, mais genuíno. Uma arrebatadora história de amor costurada pelos temas musicais que marcou uma nova forma de fazer teatro musical com os números interligados aos diálogos, razão que me instigou a investir na carreira de teatro musical. E o Curly McLain é um cowboy do universo faroeste que acho fascinante. Um ser humano de verdade, de uma vida simples, um personagem que brilha com o amor pela Laurey. Além do estilo do musical legit que é meu favorito e da tessitura do personagem que está dentro do meu repertório onde tenho aperfeiçoado para um dia poder levá-lo aos grandes palcos. E que não seja só nos sonhos.

Livia Dabarian (de “Vamp – O Musical”): O meu ‘dream role’ absoluto é um que eu nunca vou poder fazer: “AIDA”!! Mulher forte, de fibra, uma líder amorosa! AMO ela! “Easy as life” é aquela música que eu boto pra tocar pra cantar no chuveiro!!

Stephanie Serrat (de “2 Filhos de Francisco”): Gostaria muito de fazer a “Ópera do Malandro”, porque sou louca por Chico Buarque. Amo a obra dele e esse espetáculo me toca. Acho as músicas lindas. E, com relação a personagens, o sonho é sempre encontrar personagens que nos desafiem. Não sei se tenho um específico.

Ícaro Silva (de “Show em Simonal”): Eu sonho em fazer um musical autoral. Um musical meu. Acho que é isso: um personagem que eu crie para o teatro musical. Eu escrevo, mas sou autocrítico demais para publicar ou para compartilhar – por enquanto. Quem sabe algum dia? Vamos ver.

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