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Diego Montez, entre tantos: “me entregando ao máximo ao presente”

Diego Montez em três momentos: “A Noviça Rebelde”, “Z4” e “Na Pele” (Fotos: Divulgação / Pablo Santonian / Caio Gallucci)

Um jovem nazista, que trabalha como carteiro. Um DJ contemporâneo disposto a acabar com uma boyband. Um estudante popular que vive “no armário” em um internato católico. Diego Montez é todos esses – ao mesmo tempo. Em cartaz com o musical “A Noviça Rebelde” na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, ele também está no ar na TV, com a série infantojuvenil “Z4” no SBT e no Disney Channel, e já se encontra muito envolvido com “Na Pele – Um Musical Off Broadway”, seu próximo projeto, com estreia prevista para outubro em São Paulo. Ele admite que está sempre pensando no próximo trabalho, mas com uma ressalva: “sempre vivendo intensamente e me entregando ao máximo ao presente”. Até porque, o presente está bastante atribulado.

– Gravamos as primeiras duas temporadas de “Z4” até julho em São Paulo, então tive minha conta de bate-volta (risos). Mas quando as gravações estavam mais intensas, estávamos [em cartaz] em São Paulo, o que facilitava. Tanto a Disney quanto a produção do “Noviça” sempre deram um show de cumplicidade e agiram da melhor maneira possível, de modo que sempre consegui cumprir com meus compromissos na TV e no teatro sem prejudicar nem o meu trabalho nem o de ninguém. Quero deixar aqui minha eterna gratidão a produção da “Z4” e aos meus anjos da guarda Tina Salles e Glaucia Fonseca. – diz ao Teatro em Cena.

(Foto: Reprodução / Instagram)

“A Noviça Rebelde” é seu nono musical. Depois de ser digirido por Fezu Duarte (em “A Sessão da Tarde”), João Fonseca (em “Cazuza”), Alonso Barros (em “BarbarIdade”), Andrucha Waddington (em “Chacrinha”), Lisa Leguillou (em “Wicked”), Susana Ribeiro (em “Rent”), Léo Romanno (em “A Era do Rock”) e Breno Silveira (em “Dois Filhos de Francisco”), o ator de 26 anos trabalha pela primeira vez com a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. “Está sendo a realização de um sonho. Trabalhar com eles era um grande norte na minha carreira. Comecei a fazer musical por causa deles”, conta. Diego admira a inteligência e estudo de Charles e a paixão por musicais de Claudio, “um exímio conhecedor com um feeling que faz a gente confiar de olhos fechados”. No palco, ele vive Rolf e, de quinta a domingo, parte o coração da estrela teen Larissa Manoela. Ou melhor, de Liesl, sua personagem.

– A Larissa é uma parceira de profissionalismo ímpar. Essa menina de 17 anos chegou desde o primeiro dia com tudo preparado. Ela alia talento e esforço com interesse e disponibilidade. Já tinha feito uma novela com a Lari [“Cúmplices de um Resgate”], mas poder olhar no olho dela, trocar diariamente e ser testemunha de tanta generosidade me dá a chance de entender exatamente o porque ela chegou e conquistou o que conquistou. – conta.

Na “Noviça”, Rolf é quase dez anos mais jovem que Diego Montez. A aparência do ator costuma lhe render trabalhos nessa faixa etária. É o caso de “Na Pele”, versão brasileira de “Bare”, que será dirigida por Léo Rommano. “De um anos pra cá, eu tenho recebido papéis de adolescentes com mais frequência, o que me faz ficar preso no ensino médio pra sempre! (risos) Mas acho que também se deve ao fato de eu conversar muito e ter um engajamento bem grande com o público infanto-juvenil. Eu adoro”, diz. Apesar do universo, as questões de seus personagens são diferentes. No próximo musical, ele será Jason, adolescente que vive um romance com outro garoto, Peter (papel de Matheus Ribeiro, de “Peter Pan”), dentro de um internato católico. Peter não quer se esconder, mas Jason… “Ele começa a pirar, envolvendo sentimentos de outras pessoas, como Ivy (Thuany Parente, de “A Era do Rock”), que se apaixona por ele. A história é linda, pertinente e é uma voz importante na discussão sobre igualdade e tolerância”, pontua. O espetáculo já foi montado em dez países, além dos Estados Unidos.

Matheus Ribeiro e Diego Montez: par romântico em “Na Pele” (Foto: Caio Gallucci)

No Brasil, o projeto é levantado de forma independente – isto é, sem patrocínio. Diego e todo o elenco têm dedicado parte de seu tempo à divulgação da campanha de financiamento coletivo, que já arrecadou R$ 12,8 mil de sua meta de R$ 62 mil. O esquema é o de sempre: você doa e, dependendo do valor, recebe uma recompensa específica. Com R$ 90, os contribuidores podem adquirir um ingresso antecipado e uma foto impressa, por exemplo. As recompensas incluem até um workshop, no qual Diego dará aula de interpretação. Cada um se doa de uma maneira para fazer o musical acontecer.

– São pessoas que acreditam naquela obra, naquela mensagem e lutam pra fazer acontecer mesmo com todas as adversidades. É meio aquilo que falam: quando se faz o que se ama não se trabalha um dia da vida. É um “aquele ditado” que acredito mesmo. Mas pra pra isso precisamos muito de ajuda pra fazer um projeto como “Na Pele” acontecer. Sem a colaboração de quem acredita, não só na história mas no incentivo de produções alternativas,”Bare” não poderá ser montado no Brasil. E seria mais uma história linda e necessária que deixaria de ser contada. – diz o ator, indicando o link para as contribuições:

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