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É o Tchan, o musical, está em fase de captação de patrocínio

(Foto: Reprodução)

Muita gente nem acreditou quando o jornal O Globo noticiou que o grupo É o Tchan! ganharia um musical teatral para chamar de seu. Mas é verdade. Os produtores Karlos André Brandão e André Magevski, idealizadores do projeto, confirmaram a informação ao Teatro em Cena. Ainda não há elenco nem previsão de estreia definidos, mas o projeto está em fase de captação de patrocínio via Lei Rouanet. O intuito é estrear em Salvador e seguir por turnê pelo país – incluindo o Rio de Janeiro. O buzz que a notícia causou já era esperado pela produção.

– Quando pensamos na ideia, foi a primeira coisa que falei: “vai ser recebido com muito preconceito”. E eu não estava errado. Muita gente torceu o nariz, reclamou e foi preconceituosa gratuitamente. – diz André Magevski (que atuou em “Andança – Beth Carvalho, o Musical”) – O projeto sofre o mesmo preconceito que o próprio grupo sofreu na época, e mesmo assim é um sucesso até hoje, que toca em qualquer balada, festa e rádio pelo país a fora.

(Foto: Reprodução)

O grupo É o Tchan! se tornou febre nos anos 1990, em sua formação com os vocalistas Beto Jamaica e Cumpadi Washington e os dançarinos Jacaré, Carla Perez e Débora Brasil (logo substituída por Sheila Carvalho). Líder de mercado de axé e pagode baiano, fez crianças e adultos cantarem e dançarem músicas de duplo sentido como “Pau Que Nasce Torto”, “Dança da Cordinha”, “Ralando o Tchan”, “Bambolê”, “Dança do Põe Põe”, “Disque Tchan (Alô Tchan)”, “A Nova Loira do Tchan”, “Pega no Bumbum” e “Tchan na Selva”. Ao todo, foram vendidas mais de seis milhões de cópias no Brasil. Os álbuns de 1996 e 1997 receberam certificados de diamante duplo.

Ser dançarina do Tchan era o sonho de muita garota. Os concursos para “nova morena” e “nova loira” alavancavam a audiência de programas como “Domingão do Faustão” e “Domingo Legal”, com votação popular por telefone. Carla Perez, Sheila Carvalho e Sheila Mello, as dançarinas dos tempos áureos, se tornaram sex symbols nacionais e lucraram com ensaios eróticos para revistas masculinas. Em 1999, a Plaboy das duas Sheilas juntas vendeu 838 mil exemplares – com fotos feitas na Amazônia, tendo como gancho o álbum “É o Tchan na Selva” (certificado como platina tripla).

A ideia de transformar essa história em musical teatral surgiu a partir da vontade de retratar a força do povo brasileiro em enfrentar seus problemas com alegria, segundo André Magevski. “Nada melhor do que o É o Tchan para a gente entender e constatar um pouco desse lugar de felicidade, sensualidade e alto astral que tem o povo brasileiro”, diz. O grupo baiano já autorizou o projeto. Depois de musicais sobre artistas de pop, rock, mpb, bossa nova, samba, chegou a vez do axé.

O espetáculo será levantado pela Prama Comunicação – a mesma de “Andança – Beth Carvalho, o Musical”. O texto está a cargo de Rômulo Rodrigues (de “Andança – Beth Carvalho, o Musical”) e André Magevski, com direção a ser entregue nas mãos de Fernando Philbert (de “O Escândalo Philippe Dussaert”).

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