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Em noite de festa, artistas comemoram criação de prêmio para humor

Humoristas e comediantes estiveram em festa na segunda (13/3). Fábio Porchat (de “Meu Passado Me Condena”) criou uma premiação específica para a classe – o Prêmio do Humor, que teve sua primeira edição realizada no Teatro Rival (clique aqui para ver a lista de vencedores). “Já estava na hora de ter um prêmio para o humor. A comédia sempre fica como um gênero menos importante, no que diz respeito à mídia. Não ao público, que ama as comédias. Ficava esse descompasso: como pode a comédia não ser valorizada, se é uma das preferências do público?”, aponta Lúcio Mauro Filho, indicado pelo espetáculo “5x Comédia”.

(Foto: Leonardo Torres)

Maria Clara Gueiros (de “A Invenção do Amor”) faz coro. “O humor costuma ser uma categoria deixada de lado, e não sei o por quê. Tenho 30 anos de carreira e sempre acho que não valorizam, não sei se porque parece o ‘engraçadinho da turma’. Um prêmio para humor é elevar uma categoria”, diz a atriz. Sentado próximo a ela, Marcius Melhem (de “Nós na Fita”) também usa a palavra valorização para falar sobre a novidade: “Os prêmios vão sempre para dramas ou interpretações que façam chorar, então acho maravilhoso ter um para nós”. Apresentadora de uma das categorias, Regina Casé (de “Trate-me Leão”) completa: “fazer chorar é muito mais fácil do que fazer rir. O humor está acima”.

Marcos Caruso, que saiu da cerimônia com o troféu de melhor espetáculo por “O Escândalo Philippe Dussaert”, elogia Fábio Porchat pela iniciativa: “é de uma sensibilidade!”. Para o ator, a chave do humor pode ser utilizada até mesmo em dramas e tragédias, para comunicar melhor. A peça que ele faz, por exemplo, não é uma comédia, mas aposta muito no humor. “Moliére já dizia que é rindo que se corrige os costumes, porque o cara ri e pensa na sua trágica e crítica realidade, mas os críticos não veem assim… Somos um país de muito bom humor, onde a comédia deveria ser mais respeitada”.

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

O diretor Daniel Herz (de “Ubu Rei”), por sua vez, aponta o paradoxo: preferência do público x menosprezo da crítica. “Isso é muito louco! Um preconceito com o humor! Um preconceito silencioso”. Na mesma linha de raciocínio, o produtor Eduardo Barata sublinha o reconhecimento do humor por parte do público: “a comédia e o musical é onde o público mais se encontra, em relação à quantidade de público, e acho que a qualidade foi se aprimorando. É muito plausível que isso seja reconhecido em um prêmio”. Miguel Falabella (de “God”) concorda: “existe um mito de que é fácil fazer o que nós fazemos, e na verdade é muito mais difícil”.

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

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(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

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