Internacional

Felipe de Carolis: “Aderbal Freire-Filho vai dominar o planeta”

Montagem de “Incêndios” no Uruguai, dirigida pelo brasileiro, é premiada na Argentina

“Incêndios”, montagem uruguaia do Grupo El Galpón, dirigida por Aderbal Freire-Filho (Foto: Divulgação)

Depois do enorme sucesso no Brasil, o espetáculo “Incêndios” conquista também a América Latina. Aderbal Freire-Filho dirigiu uma montagem no Uruguai, com o Grupo El Galpón, e ela venceu o “Premio Teatro del Mundo”, na Argentina. O espetáculo foi montado com cenário, figurinos, trilha sonora e desenho de luz concebidos no Brasil (onde “Incêndios” recebeu os maiores prêmios do teatro). “Aos 75 anos, Aderbal Freire-Filho vai dominar o planeta”, diz Felipe de Carolis, idealizador das montagens brasileiras de “Incêndios” e “Céus”, duas peças de Wajdi Mouawad, ambas com assinatura do diretor. A vontade agora é de montar os mesmos textos em inglês e em francês nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França.

– É o que eu gostaria de fazer: levar as duas peças os festivais de Nova York, Londres e França, que são lugares que eu falo a língua. Ficaria mais fácil tanto para negociar quanto para um possível elenco original, caso os elencos que já trabalharam com o Aderbal (brasileiro e uruguaio) não pudessem fazer. – Felipe conta do Teatro em Cena – Mas, por enquanto, isso está no campo do sonho mesmo. Ele tem trabalo no Uruguai, e sou eu que sou apegado à língua inglesa. Mas, do jeito que ele está dominando o mundo, nada é impossível… e com a [Christiane] Jatahy abrindo as portas para o Brasil na Europa, não é impossível mesmo. Jatahy foi assistente dele durante alguns anos. E, quando eu sonho, eu corro atrás.

(Foto: Reprodução / Facebook)

Foi após o sucesso de “Incêndios” no Brasil que surgiu a ideia de montá-lo em Montevidéu, no Uruguai. Aderbal Freire-Filho já tinha boas relações profissionais com o país, mas estava afastado do teatro uruguaio desde 2010. Quando aceitou o convite do El Galpón, optou pela peça, que já havia lhe valido o Prêmio Shell de melhor direção no Rio de Janeiro. Protagonizado por Marieta Severo, “Incêndios” ficou quatro anos em cartaz no Brasil. Agora, a boa aceitação na América Latina estimula a produção a exportar a montagem para outros territórios.

– Nos últimos anos, eu não teria como investir nisso, mas este sucesso internacional todo me estimula a querer não só “exportar”, mas a ir junto e fazer na língua dos outros. Para outros públicos. – conta Felipe – Enfim, seria lindo poder experimentar outros públicos. E eu tô com muita saudade daquele time, que acabei de reencontrar e ficar dois anos, com “Céus”. Mas é difícil ficar longe de gente boa. Na verdade, time não, aquilo ali tava mais pra uma seleção né?

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