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Futuro ministro da Economia quer corte de 50% no Sistema S: “meter a faca”

Sesc, Sesi, Senai, Senac, Sebrae, Senar, Sescoop e Sest – o chamado “Sistema S” está na mira do futuro ministro da Economia Paulo Guedes. Durante evento com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o economista confirmou ao canal Globo News seu intuito de fazer cortes de orçamento. “Como é que você pode cortar isso, cortar aquilo e não cortar o Sistema S? Tem que meter a faca no Sistema S também”, declarou, “eu acho que a gente tem que cortar pouco para não doer muito. Se tivermos interlocutores inteligentes, preparados, que quiserem contribuir como o Eduardo Eugênio (presidente da Firjan), a gente corta 30%. Se não tiver, é 50%”.

(Foto: Reprodução / Globo News)

Há pouco mais de um mês, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, já havia antecipado a intenção do futuro ministro. O corte no financiamento do Sistema S impactará o investimento em produções artísticas, como peças de teatro, e também a formação de plateia. Deve ocorrer uma concentração da verba na formação e capacitação de trabalhadores. Diretor regional do Sesc em São Paulo, Danlo Santos de Miranda já classificou essa atitude como “uma tentativa de boicotar e censurar”. Guedes defende que é uma estratégia para enxugar a folha de pagamento.

Marcos Cintra, escalado para comandar uma secretaria especial da Receita Federal, o corte de orçamento do Sistema S começará imediatamente no novo governo. “Muito do que o Sistema S faz pode ser feito pelo mercado de forma competitiva. Preservaremos as atividades com características de bens públicos. O presidente Jair Bolsonaro representa renovação. E o ministro Paulo Guedes será o instrumento desse processo”, defendeu a postura.

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