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Idina Menzel faz história com “Let It Go”

(Foto: Reprodução / Billboard / Miller Mobley)

(Foto: Reprodução / Billboard / Miller Mobley)

Fãs de teatral musical conhecem a atriz e cantora Idina Menzel por espetáculos como “Rent” e “Wicked”. Pelo segundo, ela até ganhou um Tony por seu trabalho. Mas há quem a conheça, também, por sua participação na série “Glee”, como a mãe da Rachel (Lea Michele). Outros, mais fãs, podem até ter ouvido seus quatro discos. Mas a verdade é que ela ficou mainstream mesmo foi com a animação “Frozen: Uma Aventura Congelante” – o único trabalho no qual ela não mostra a cara. No filme, Idina dubla a protagonista, a princesa Elsa, e canta “Let It Go”, o hit infanto-juvenil do momento nos EUA. Assim, ela conquistou a América do Norte e virou a bola da vez.

A Disney até chegou a gravar uma versão alternativa da música com Demi Lovato, acreditando que assim teria mais visibilidade. Mas aconteceu o inverso. O “Let It Go” da Idina foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original – do qual saiu vitorioso – e, de repente, a vencedora do Tony estava no palco do teatro Dolby em Los Angeles para cantar na premiação cinematográfica mais assistida do mundo. Nem John Travolta, que a apresentou chamando-a de Adele Dazeem (?), atrapalhou. Ela cantou, e alavancou as vendas da música. O single entrou no Top 10 da parada americana (e, nesta semana, está lá pela segunda vez, em 6º lugar). Foi a primeira vez que uma vencedora do Tony Awards entrou no Top 10 do ranking, que avalia vendas de downloads, streamings e execuções em rádios, entre outros fatores. Virou fato histórico e rendeu a capa da revista Billboard à artista.

É a redenção para Idina, que tenta emplacar uma carreira de cantora, paralela à Broadway, desde 1996. Seu primeiro álbum, “Still I Can’t Be Still” foi um fiasco quando chegou às lojas em 1998 e vendeu apenas 18 mil cópias, de acordo com a Billboard e a Nielsen SoundScan. De lá para cá, ela não teve muita sorte e foi despedida de todas as gravadoras pelas quais passou. “Por anos, tenho tentado ter uma carreira fonográfica. Fui contratada e demitida um milhão de vezes. As pessoas dizem que atores da Broadway não são capazes de cruzar a linha, mas parece que a sociedade está pronta para aceitar pessoas do teatro cantando nas rádios”, disse a artista, em entrevista à Billboard. “Let It Go” é seu maior argumento. Sua versão da música vendeu quase duas milhões de cópias, contra menos de um milhão da versão da Demi Lovato.

Aos 42 anos, Idina Menzel se tornou um dos nomes mais requisitados para os programas de TV e seu novo espetáculo na Broadway – “If/Then” – passou a ter ingressos disputados. O teatro Richard Rodgers virou point da garotada, em posse de fotos, pôsteres, revistas e CDs para serem autografados. O álbum com a trilha sonora de “Frozen” está no topo da lista dos mais vendidos dos EUA há sete semanas não-consecutivas. Vale ressaltar que o disco foi lançado em novembro e sua permanência na liderança é totalmente fora dos padrões. O comum é que os lançamentos percam posições – ou seja, vendam menos – a medida que novos álbuns surgem e geram mais interesse.

“If/Then” estreou há pouquíssimo tempo e fica em cartaz pelo menos até 13 de julho. Idina não quer abandonar a peça por causa do seu sucesso inesperado como cantora – o que seria o esperado, agora que gravadoras estão de olho nela. O musical, que também vem sendo bem sucedido, foi idealizado por ela por anos, e ela vai levar até o fim, custe o que custar. “Não vou mais correr atrás de nada. Toda vez que tentei, falhei. Quando você senta e faz o que ama, as coisas acontecem”.

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