Coluna Social

Letícia Colin posa de topless para revista: “corpo como ferramenta de luta”

A atriz Letícia Colin (de “O Grande Circo Místico”) está na capa da revista feminina Marie Claire com um ensaio fotográfico no qual deixa os seios à mostra. Quem conhece a revista sabe que esse não é o tipo de sessão de fotos que ela promove. Mas Letícia quis usar a publicação para um ato político. O veículo está chamando as fotos de “nude feminista”, o que tem tudo a ver – com Letícia e com a Marie Claire. “Vejo meu corpo como ferramenta de luta”, diz a artista, a dias do seu aniversário de 29 anos, “diante do avanço do conservadorismo, posar com os seios à mostra é um jeito de lutar pelas liberdades. No mundo inteiro, existem tabus em torno da imagem feminina e leis que interferem nas escolhas que fazemos em relação a ela”.

(Foto: Divulgação)

A matéria da Marie Clarie sublinha que a nudez de Letícia Colin não é usada, nas fotos, para sedução ou por erotismo. É um dispositivo de empoderamento. “Nosso corpo deve ser um instrumento de nossas escolhas e desejos. Seios de mulheres não deveriam causar estranhamento. Por que homens podem andar sem camisa e nós não?”, questiona a atriz, que estampa a capa com a chamada “meu corpo, minhas regras” e outra declaração destacada: “minha nudez não é um convite”.

Não é a primeira vez que Letícia Colin aparece nua para o público. Ela já fez cenas de sexo nos filmes “Bonitinha, Mas Ordinária” (2010) e “Ponte Aérea” (2015) e nas série de TV “Mandrake” (2012) e “Nada Será Como Antes” (2016).

Sempre politizada, ela recentemente gravou um vídeo para o canal de Júlia Faria no Youtube tratando de assédio, abuso sexual e machismo. No vídeo, ela compartilha uma experiência pessoal. “Eu já passei. Quando acontece, primeiro é um choque, porque a gente aprende a se constranger, não a se defender”, contou, “eu fiquei muito irritada. Primeiro, você fica no susto: será que aconteceu mesmo? Tem um tempo que é uma ficha caindo. É de uma raiva, de uma revolta absoluta, e você vai se ligando. Quando você sente na pele ou você vê uma amiga muito próxima, o choque é muito grande. É diferente de quando você lê ou pensa sobre”.

(Foto: Reprodução / Marie Claire / Bruna Castanheira / GROUPART)

(Foto: Reprodução / Marie Claire / Bruna Castanheira / GROUPART)

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