“Minha Vida em Marte”, o filme: detalhes da adaptação da peça para o cinema – Teatro em Cena
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“Minha Vida em Marte”, o filme: detalhes da adaptação da peça para o cinema

Um ano após a estreia do espetáculo, Mônica Martelli prepara o lançamento do filme “Minha Vida em Marte”. Conhecida por “Os Homens São de Marte…E É Pra Lá Que Eu Vou”, que rendeu peça, filme e série de TV, a atriz investe na mesma estratégia multimídia para seu segundo solo teatral, que recebeu duas indicações ao Prêmio APTR e quatro ao Prêmio do Humor. O longa-metragem adaptado está com estreia marcada entre o Natal e o Ano Novo, mais precisamente no dia 27 de dezembro. Se no teatro ela conduzia a história da personagem Fernanda sozinha, no cinema será diferente: ela terá ao seu lado o fiel escudeiro Paulo Gustavo (de “Minha Mãe É uma Peça”). Confira o trailer, divulgado em 8 de novembro e já com 2,4 milhões de visualizações:

Fernanda é o alter ego que Mônica Martelli criou para tratar de relacionamentos amorosos e a busca pelo par perfeito. A personagem é uma organizadora de eventos, em torno dos 30 anos, e foi apresentada pela primeira vez na peça “Os Homens São de Marte…”, que estreou em 2005 e ficou mais de 10 anos em cartaz, com público superior a 2,5 milhões. Naquele espetáculo, Fernanda compartilhava suas tentativas falhas de encontrar o amor da vida e tentar se encaixar no perfil e na vida de homens que muitas vezes não tinham nada a ver com ela. Em 2014, a peça virou série de TV no canal GNT e rendeu três temporadas. No mesmo ano, também estreou a versão cinematográfica, que foi o filme brasileiro mais visto de 2014 no Brasil, com 1,7 milhão de ingressos vendidos.

(Foto: Divulgação)

Já “Minha Vida em Marte” traz uma outra fase da vida da mesma mulher: Fernanda com 45 anos, casada há oito anos, com filha, e desesperada para salvar o casamento. No espetáculo, ela participa de um grupo de apoio para compartilhar os dramas de sua crise conjugal, até que acaba optando pela separação – e todas as consequências disso para o bem e para o mal. No filme, o grupo de apoio é trocado pelo amigo confidente Aníbal, que é sócio de Fernanda na empresa de eventos. Trata-se do personagem de Paulo Gustavo (na série de TV, o mesmo papel é do ator Luís Salém), que ganha mais destaque nesta sequência, inclusive aparecendo em pé de igualdade com Mônica no pôster oficial. Outra novidade do filme é a viagem a Nova York, que não existe na peça. Mônica e Paulo gravaram cenas na cidade, e o restante no Rio de Janeiro. Na peça, Fernanda gasta mais tempo com os relatos da crise conjugal. No filme, a superação do divórcio ganha mais atenção, com o apoio de Aníbal.

– Quando a gente se casa, deseja que seja pra sempre, e ela tenta que seja realmente assim. Mas Fernanda não passa jamais por cima dos seus sentimentos em nome de um projeto ‘família feliz’. Ela se separa, sofre, mas apesar da dor que uma separação causa, ela não perde a sua capacidade de amar. E ela enfrenta essa dor ao lado do seu grande amigo, Aníbal. A vida com o afeto, o amor e principalmente a alegria de um amigo como ele, fica mais fácil. – sinaliza a protagonista.

O trailer confirma ainda outros três atores no elenco: Marcos Palmeira (o marido Tom), Fiorella Matheis (novo caso de Tom) e Ricardo Pereira (novo interesse amoroso de Fernanda). Além desses, os nomes de Gabriel Braga Nunes (Paulo), Marianna Santos (Joana), Lucas Capri (Theo) e Dudu Pelizzari (Rodrigo) foram divulgados pela Globo Filmes. A cantora Anitta também fará uma participação especial, como ela mesma, da mesma forma que Lulu Santos participou do primeiro filme. As cenas foram gravadas em um show dela em Curitiba.

O roteiro do longa-metragem, que levou um ano para ficar pronto, é assinado por Mônica, Paulo e a mesma equipe da série de TV: Emanuel Aragão, Julia Lordello e Susana Garcia, que é irmã da atriz. Como no teatro, Susana Garcia também é diretora de “Minha Vida em Marte” no cinema.

Mônica Martelli não esconde a inspiração autobiográfica para o projeto. “Os Homens São de Marte…” retratou um momento de sua vida e “Minha Vida em Marte”, outro. Ela escreveu a segunda peça depois de realmente se separar do pai de sua filha. Essa foi a razão do intervalo de 12 anos entre uma peça e outra. “Precisava do distanciamento da dor para escrever sobre separação com humor, sem rancor. Depois que a gente se separa ainda fica aquela mágoa. O divórcio, o rompimento, eu considero uma das maiores dores da vida adulta. A separação é a morte. Muitos laços unem um casal, não é apenas dormir junto. Só em 2015, depois de três anos separada, comecei a escrever a peça. Me senti curada”, ela contou em entrevista à revista Quem.

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