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Musical tem interação com público no processo criativo

A premiada dramaturga Renata Mizrahi (de “Chica da Silva, o Musical”) assumiu um desafio novo ao aceitar escrever “Rio Mais Brasil, o Nosso Musical”, com estreia nacional marcada para 20 de julho, no Oi Casa Grande, no Leblon. A produção do espetáculo criou um site oficial com duas formas de interação com o público: o “Conte Sua História” e o “Concurso Letra da Canção”. Na primeira, as pessoas podem enviar relatos pessoais que poderão inspirar o texto final; na segunda, compositores são convidados a enviarem músicas inéditas, e uma delas será escolhida para compor o musical. Ou seja, o público participa do processo criativo.

Equipe reunida no escritório da produtora

Renata já vem recebendo o material enviado pelos internautas. O produtor Gustavo Nunes, idealizador do projeto, conta que tem gente animada enviando até cinco histórias diferentes – algumas excelentes. “Já recebemos letras e histórias muito interessantes. As letras têm sido bastante variadas e com diferentes propostas de ritmos, o que é ótimo, aliás. As histórias sempre se relacionam com algum lugar do país onde a pessoa vive. Estamos muito motivados em realizar essa façanha”, ele diz ao Teatro em Cena. A ideia surgiu a partir da observação da interação do público pelas redes sociais. Para Nunes, o musical nasce com a proposta de ser absolutamente contemporâneo, no que concerne à atenção para as oportunidades da evolução da comunicação digital. Como a música vencedora do concurso entrará na dramaturgia, ainda é segredo.

“Rio Mais Brasil, o Nosso Musical” terá direção de Ulysses Cruz (de “O Camareiro”), com direção musical de Carlos Bauzys (de “Nuvem de Lágrimas”) e Daniel Rocha (de “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical”), e produção da Turbilhão de Ideias, há três anos em cartaz com “Cássia Eller, o Musical”. O elenco contará com 20 atores em cena: as audições ocorrerão entre os dias 25 e 28 de abril, no Museu de Arte do RIO (MAR). No ato da inscrição, os candidatos tiveram que enviar – também pelo site – um vídeo cantando uma música brasileira.

(Foto: Divulgação)

O projeto originalmente foi concebido para a programação das Olimpíadas do Rio. Era uma celebração da cidade, mas não saiu do papel a tempo dos jogos, por causa da crise econômica, que reduziu drasticamente os patrocínios para produção cultural. Com o adiamento, o que era “Rio” virou “Mais Brasil”. “Hoje, olhamos para trás e vamos como foi prudente ter adiado. A reformulação veio por uma necessidade de mostrar que o Rio é parte deste imenso Brasil e seria reducionista falarmos apenas do Rio de forma isolada. Iremos circular por oito capitais. Por que não explorarmos a complexidade do país, nesse contexto?”, indica Gustavo. Neste aspecto, o envio das histórias dos internautas, de várias partes do país, e bastante proveitoso.

– Queremos trazer muita alegria e novas sonoridades para os palcos. Ver a cidade e o país de uma maneira um pouco diferente. Na arte, nunca se pode prometer que algo ficará bom, mas garanto que o empenho e a dedicação estão sendo imensos! – conclui Gustavo Nunes.

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