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O que aconteceu no Prêmio Shell? Saiba as fofocas!

O que rolou no Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro? Em sua 27ª edição, a premiação aconteceu novamente no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, na terça (17/3), e concentrou todos os convidados dentro do teatro, ao contrário do ano passado. Só saía para a área externa quem precisava fumar. Motivo: estava chovendo. Mas o tempo não desanimou ninguém! Havia muita comidinha e bebidinha para distrair os convidados.

Apresentada por Mariana Lima, a premiação consagrou “E Se Elas Fossem Para Moscou?”, “Samba Futebol Clube” e “Irmãos de Sangue”, que ganharam dois prêmios cada. A lista completa de vencedores pode ser vista aqui. Nesta matéria, você acompanha pormenores do evento.

(Foto: Leonardo Torres)

(Foto: Leonardo Torres)

    • Quando Nando Duarte subiu no palco para ganhar o prêmio da categoria música por “Samba Futebol Clube”, dedicou o troféu à sua mulher. Virou um efeito corrente: todos passaram a dedicar as vitórias aos maridos e mulheres. Renata Mizrahi, na falta de casamento, dedicou ao namorado.
    • No fim da cerimônia, Mariana Lima brincou que anunciaria os indicados da categoria “melhor família”. “Deixo aqui essa sugestão, porque é verdade. É muito difícil ser marido e filho de artista”, disse.
    • Christiane Jatahy, vencedora da categoria direção por “E Se Elas Fossem Para Moscou?”, deu uma bola fora em seu discurso: “Eu tinha preparado agradecimento só para a ‘categoria especial’”. Explica-se: ela concorria também nesta outra categoria, que foi vencida pelo elenco de “Samba Futebol Clube”. Ao perceber a mancada, ela emendou: “Mas fico feliz que vocês venceram. Acho merecidíssimo!”.
    • Soraya Ravenle estava confessadamente babona pela filha Julia Bernart, indicada na categoria melhor atriz. “É maravilhoso vir aqui com esse pretexto. Essa é uma carreira tão louca e tão instável, e a Julia é tão nova e já tão vitoriosa em um campo de atuação tão bonito, tão interessante…”, mimou. “Olha, mãe quando começa a falar de filho é infernal. Um saco! Mãe é para pagar mico”.
    • Soraya Ravenle e Andrea Beltrão (Fotos: Leonardo Torres)

      Soraya Ravenle e Andrea Beltrão (Fotos: Leonardo Torres)

    • Sentado à espera do início da cerimônia, o dramaturgo Jô Bilac confessou que pouco sabia da biografia de Oscar Wilde antes de escrever “Beije Minha Lápide”, que lhe rendeu a indicação. “Foi uma oportunidade perfeita para conhecer. Eu conhecia algumas peças de teatro, mas a história dele em si não”, admitiu. “O [Marco] Nanini me chamou e eu chamei os atores da minha companhia para essa parceria de desenvolver o texto durante o processo de ensaio. Foi divertido!”.
    • Indicado por “O Funeral”, o diretor Bruce Gomlevsky não levou o prêmio, mas também não esperava que isso acontecesse. Essa foi sua quinta indicação ao Prêmio Shell, e ele nunca venceu. “Quando fui indicado pelo Renato Russo, fui ovacionado pela plateia e achei que ia ganhar, mas não ganhei”, lembra. “Eu estou aprendendo a não criar expectativas. É a melhor maneira de viver a vida”.
    • Outra que chegou descrente à cerimônia foi Suzana Faini, indicada como atriz por “Silêncio!”. Ela não venceu, mas já esperava por isso. “Como ganhei o Prêmio Cesgranrio, acho que não ganho esse”, comentou. “Podem pensar assim: ‘vamos dividir os prêmios com outras pessoas’. Eu gostaria muito de ganhar, mas entendo que deem para outras atrizes”.
    • Suzana acertou. O prêmio foi para Stella Rabello, por “E Se Elas Fossem Para Moscou?”. Ao receber o troféu, ela disse: “Eu vim só para festejar. Achei que o prêmio seguiria a lógica da mais velha e seria da Suzana Faini”
    • À espera do terceiro sinal para início da premiação, Andrea Beltrão conversava com Paulo José no hall do teatro, coladinhos no bar: “Quando isso começar, já vou estar bêbada, né?”.

  • A mesa da equipe de “Samba Futebol Clube” era certamente a mais animada. Faziam muito barulho sempre que o espetáculo aparecia no telão – foram seis vezes, pelas seis indicações – e não escondiam a vontade de vencer. No fim, todos os atores carregaram no colo o diretor Gustavo Gaparani (que não venceu as categorias que concorria).
  • Vencedora da categoria figurino por “Chacrinha – O Musical”, Claudia Kopke fez questão de enaltecer o ator Stepan Nercessian, protagonista da peça: “Ele encarnou a alma do Chacrinha”.
  • Mariana Lima fez questão de lembrar que, além do troféu, cada vencedor leva para casa um prêmio em dinheiro no valor de R$ 8 mil. “Exercer o ofício do teatro nesses tempos árduos é muito difícil”.

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