Especial Festival de Curitiba

Os Satyros têm estreia morna e com debandada de público no Festival de Curitiba

(Foto: Annelize Tozetto)

A Cia. Os Satyros, sediada em São Paulo, comemorou seu 30º aniversário com a estreia de dois espetáculos no Festival de Curitiba, “Mississipi” e “O Rei de Sodoma”. A recepção desta última não foi das melhores pela plateia curitibana. Durante a apresentação, que durou 60 minutos na sexta (5/4), parte do público foi vista abandonando a arena do Teatro Paiol. As pessoas saíam uma a uma, tentando serem discretas, mas todo mundo notava. O Teatro em Cena contabilizou dez espectadores desistentes.

“O Rei de Soma” aposta no teatro do absurdo como linguagem. A peça é do espanhol Fernando Arrabal, com montagem assinada por Rodolfo García Vázquez (fundador dos Satyros) e Dan Nakagawa (Normalopatas). A história se passa no apartamento de uma mulher dominadora e inescrupulosa que se torna cafetina de seus amantes, enquanto cria e ensaia números para um “show”. Para lucrar mais, a mulher engana e convence os homens apaixonados por ela a se submeterem à cirurgia de mudança de sexo, porque os clientes pagam mais pelo programa com transex.

No palco, somente dois atores, Patrícia Vilela (de “Paisagem em Campos do Jordão”) e Tiago Leal (de “Transex”), dão vida a vários personagens, com figurinos caricatos e satíricos. De um tudo passa pelo apartamento da cafetina – o pai de seu amante, uma freira, um policial, um bombeiro, um cliente, etc. A peça sádica dá continuidade à pesquisa da cia. teatral sobre sexualidade e afetos políticos.

(Foto: Annelize Tozetto)
(Foto: Annelize Tozetto)
(Foto: Annelize Tozetto)

O jornalista viajou a convite do festival.

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