PlantãoTudo ao Contrário

Reencontro: atores de O Despertar da Primavera cantam medley do musical

O queridinho “O Despertar da Primavera” foi resgatado no evento Tudo ao Contrário, que promove apresentações inéditas de inversão de gênero e combate ao preconceito. Parte do elenco original da montagem de 2009 participou do show, com um medley de três canções do musical, com versões de Claudio Botelho. Estavam lá Lua Blanco, Eline Porto, Thiago Marinho, Mariah Viamonte e Estrela Blanco – todos nomes revelados no teatro musical brasileiro graças a esse espetáculo.

– Foi incrível. Dá até uma emoção de falar, porque fazia tanto tempo que a gente não estava na coxia juntas. É muito emocionante para a gente reviver esse momento. A ideia foi do João [Fonseca, diretor], que adora “O Despertar da Primavera”. A gente soube há uns dois meses, mas ensaiamos tipo dois dias. – Eline Porto conta ao Teatro em Cena – A gente ficou passando um zilhão de vezes tanto ontem quanto hoje. Dá uma tensão, mas a gente consegue se virar nos 30!

Além deles, nomes como Gabriel Stauffer (de “O Beijo no Asfalto – O Musial”), Hugo Kerth (de “O Primeiro Musical a Gente Nunca Esquece”), Leo Bahia (de “Chacrinha, o Musical”), Vinicius Teixeira (de “Ordinary Days”)m Lyv Ziese (de “Rock in Rio – O Musical”), Gabriel Peregrino (de “Ou Tudo Ou Nada- O Musical”), Claire Nativel (de “My Fair Lady”), Philippe Carneiro (de “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical”) e Ingrid Manzini (de “Swenney Todd”) juntaram-se ao número. A inversão de gênero se manifestou com os meninos cantando “Meu Vício”, as meninas cantando “Nessa Merda de Vida” e todos juntos em “Verão Vermelho”.

– Esse número do “The Bitch of Living” (Nessa Merda de Vida) era um número que a gente amava, e era nosso sonho apresentar. Era o número dos meninos e a gente sempre quis fazer. Finalmente, realizamos esse sonho. Foi muito maravilhoso. Fico muito agradecida pelo convite a pela oportunidade de reviver isso. – diz Lua Blanco – A homofobia, assim como o machismo, o racismo, e muitos outros ismos, precisam ser combatidas de frente. Tem que ter um espetáculo, sim, em prol do orgulho gay! Em prol da diversidade, da igualdade, da aceitação, pelo amor de Deus!

Coincidentemente, a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, responsável pela montagem de 2009, anunciou neste mês sua intenção em remontar o musical no Brasil. O espetáculo está na lista de projetos dos diretores para 2018, nove anos após terem injetado energia no mercado com um grupo de jovens talentosos atores-cantores. Saiba mais aqui!

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