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Teatro, cinema e TV – tudo junto: textos de séries e filme viram esquetes em espetáculo

Elenco de “Enrolados”
(Foto: Thiago Ristow)

Tudo junto e misturado: textos de teatro, cinema e televisão se unem no espetáculo “Enrolados”, comédia que estreia no sábado (4/11) no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon. Marcando a primeira direção teatral do ator Rodrigo Candelot (de “Cemitério das Delícias – Arrabal em Cena”), a comédia reúne cenas adaptadas de “Os Normais” (2001-2003), “Comédia da Vida Privada” (1995-1997) e “Pequeno Dicionário Amoroso” (1996) e textos de atores contemporâneos como Ivan Fernandes, Paula Rocha, Raul Franco, Cristina Fagundes e do próprio diretor.

– Sou um homem de teatro, mas também de cinema e TV. Acho que o ator precisa entender e circular bem por todas essas linguagens. Sempre fui fã de séries de TV com pegada de humor, e da comédia feita em teatro no Rio de Janeiro, desde a época do besteirol. – Candelot diz ao Teatro em Cena – Resolvi juntar essas três linguagens, costurá-las com humor e fazer um espetáculo dinâmico, em que o espectador estará assistindo a uma peça, mas com várias referências de TV e cinema.

O diretor (Foto: Reprodução / Facebook)

Apesar de antigos, alguns com mais de 20 anos, os textos se mantém atuais – ele assegura. Candelot é muito íntimo de todo o material. Algumas das cenas que compõe o espetáculo são presenças recorrentes em suas aulas de teatro. São esquetes com os quais o público tem tudo para se relacionar.

– São textos sobre amor, flerte, relacionamento, sexo, brigas, verdades, mentiras… É claro que hoje em dia muita coisa mudou. A forma de ver certos comportamentos humanos, e isso fez com que nos inspirássemos nessas histórias para recontá-las de outra forma. – conta.

Parte do conteúdo se revelou politicamente incorreto em 2017. Mas outros esquetes já eram subversivos neste sentido. Uma das cenas, escritas por Cristina Fagundes, mostra um casal gay que não quer receber a visita de um casal heterossexual em sua casa, porque esse sim não seria um casal normal nos dias de hoje. “A autora faz uma crítica ao preconceito aos casais heterossexuais exatamente para alertar sobre o preconceito que existe com os gays”, sublinha o diretor.

(Foto: Marli Santos)

A montagem privilegia textos curtos, para imprimir agilidade e dinamismo. Além disso, todo o espaço do teatro será utilizado na encenação: palco, bar, plateia, corredor e até porta do banheiro.

– Quando uma cena acaba e a luz se apaga, automaticamente outra luz e outro cenário se acendem, o que dá um dinamismo muito grande à encenação. O olho do espectador vai funcionar como uma câmera que liga e desliga, filma e corta a cada cena assistida. A trilha também fará muita referência a programas e séries de TV. A ideia é que o espectador sinta que está assistindo TV e cinema no teatro. – conclui.

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SERVIÇO: sex e sáb, 22h. R$ 40. 70 min. Classificação: 14 anos. Até 2 de dezembro. Teatro Municipal Café Pequeno – Rua Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon. Tel: 2294-4480.

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