Premiações

Renata Sorrah ganha homenagem no Prêmio APTR

Renata Sorrah é a homenageada do ano no Prêmio APTR

Vinda do sucesso de “Krum”, a atriz Renata Sorrah recebeu uma homenagem na noite de terça (11/4) no Prêmio APTR, no Imperator. Ela recebeu a honraria da noite em reconhecimento ao seu repertório invejável e desempenho elogiado ao longo de 50 anos de carreira. No palco, a atriz fez um discurso sobre liberdade, arte e trabalho. “Tenho o privilégio de ser uma atriz e exercer a minha liberdade através da arte. Espero que as pessoas quando me virem no palco, me virem atuar, se sintam convidadas a serem livres”, declarou, “o Brasil está vivendo um momento de terremoto e, quando estamos vivendo em uma guerra, é muito importante escolhermos as nossas armas. A nossa arma, meus amigos, é a arma mais linda que pode existir: é a arte”.

A homenagem contou com discursos carinhos de Marieta Severo (de “Incêndios”) e Bia Lessa (de “Medéia”). A atriz Fernanda Montenegro (de “Viver Sem Tempos Mortos”), que não pôde estar presente, enviou um vídeo com seu depoimento, no qual disse: “reconheço em você uma atriz inquieta, inconformada, sempre a procura de algo muito forte e importante no nosso teatro”. O troféu foi entregue por Amir Haddad, que a dirigiu em “O Coronel de Macambira” (1967), considerado marco do início da carreira de Renata Sorrah. Para seu discurso, ele solicitou que Renata estivesse no palco e disse tudo de mãos dadas com a amiga. “Eu fiz muito teatro com ela, e sou amigo dela. Ela é minha grande amiga. Então, não há outra possibilidade de alguém aqui para fazer essa homenagem a não ser eu!”, brincou o diretor.

Renata Sorrah e Amir Haddad (Foto: Leonardo Torres)

Renata Sorrah e Amir Haddad (Foto: Leonardo Torres)

Renata Sorrah soube que seria homenageada há um ano e recebeu a surpresa com felicidade e emoção. “Às vezes, a gente pensa: ‘será que eu mereço?’. Mas fiquei muito feliz. Ainda mais a APTR, que eu acho bárbara. Eu amei, amei ter ganho essa homenagem”, a atriz disse ao Teatro em Cena, logo após o fim da cerimônia, “estou com milhares de projetos. Vou fazer teatro o ano inteiro, sem parar, e vou fazer televisão no ano que vem”. Em 2017, o plano é viajar com “Krum” e “Esta Criança”, além de estrear um espetáculo novo.

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Sobrinha da atriz, Deborah Evelyn (de “Fluxorama”) prestigiou a homenagem de perto e falou ao Teatro em Cena: “Renata sempre me inspirou muito, não só pela carreira, mas pela maneira como ela vê o teatro e a profissão. Somos muito próximas. Não só de tia e sobrinha, mas de trabalho, de pensar igual. Eu comecei a produzir por insistência dela, por admirá-la produzindo”. Debora Bloch (de “Os Realistas”) também marcou presença na premiação e contou uma história de quando tinha 14 anos de idade: “eu assisto à Renata desde garota. A primeira peça que meu pai fez quando me mudei para o Rio era com a Renata. Era o ‘É’, do Millôr Fernandes, e eu assistia todo fim de semana. Eu era fascinada pela Renata. Sou muito fã, admiro, e acho a Renata uma mulher de teatro incrível. Só monta peças interessantes e ousadas”. Diretor da cerimônia deste ano, Marco André Nunes (de “Caranguejo Overdrive”) foi mais um que rasgou elogios à homenageada: “ela faz os grandes clássicos e ao mesmo tempo tem uma alma inovadora, que traz e apresenta autores. A trajetória dela é belíssima”.

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