“Sei que vai ser um trabalho que vai exigir muito respeito e muita sensibilidade”

(Foto: Divulgação)
Hugo Bonemer (de “Yank! O Musical”) vai ser Ayrton Senna no musical-tributo produzido pela Aventura Entretenimento, de Aniela Jordan, Luiz Calainho e Fernando Campos. O nome do ator foi anunciado nesta semana, junto com o início dos ensaios. “A sensação é ainda a de que nada é suficiente quando vamos falar de alguém tão importante. Dá medo. É um terreno totalmente novo”, ele diz ao Teatro em Cena, “como retratar Ayrton Senna, que não era um cantor, num formato musical? Eu me cobro muito, nesse primeiro momento, e sei que vai ser um trabalho que vai exigir muito respeito e muita sensibilidade da equipe toda”.

Conhecido por espetáculos como “Hair”, “Rock in Rio”, “Ordinary Days” e “Yank!”, Hugo passou por quatro semanas de audições. Na última, teve que cantar uma música inédita, composta por Claudio Lins (de “Beijo no Asfalto – O Musical”) especialmente para o musical, intitulado “Ayrton Senna do Brasil”. Natural de Maringá, no Paraná, o ator de 30 anos já tem histórico com a Aventura Entretenimento. Em 2016, inclusive, a produtora o chamou para protagonizar uma versão enxuta de “Rock in Rio – O Musical” em Lisboa, Portugal. Ele abriu a programação do Palco Mundo todos os dias do festival, se apresentando antes de nomes como Bruce Springsteen, Queen, Fergie e Maroon 5. Atualmennte, Hugo Bonemer está em cartaz em São Paulo com o espetáculo “Frames”, de Frakz Keppler.

Veja vídeos de Hugo cantando:

“Ayrton Senna do Brasil” tem uma proposta diferenciada dentro do universo dos tributos musicais do teatro brasileiro. Não será uma biografia. Como não se trata de um cantor, também não pode ser um show. “Não tem uma historinha do Ayrton. Tudo vai se passar durante uma única corrida. É bem bacana. É ficcional, mas a gente revê várias coisas dele”, Aniela adianta ao Teatro em Cena. Trata-se de uma peça 100% autoral: texto e letras – assinados por Claudio Lins e Cristiano Gualda (ator de “Bem Sertanejo”).

Para a direção, a produção contratou Renato Rocha, que desenvolveu espetáculos para a Royal Shakespeare Company, The Roundhouse, LIFT e Circolombia em Londres, onde viveu nos últimos anos. No Brasil, ele trabalhou no Nós do Morro e na Intrépida Trupe. “O espetáculo não vai ser um musical tradicional. Vai sair um pouco disso. Vai ter circo”, conta Aniela. As audições foram abertas para acrobatas especialistas em acrobacia solo e dança vertical.

A estreia é prevista para novembro no Rio de Janeiro.