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A temporada de “Les Misérables” em São Paulo chegou ao fim neste mês, mas mas Nando Pradho, intérprete do personagem Javert, ainda não vai se despedir do espetáculo. Ele foi convidado para fazer o mesmo papel na montagem mexicana, que tem estreia marcada para 22 de março na Cidade do México. “Eu ia sofrer muito se tivesse que me despedir do ‘Les Mis’ agora, porque pra mim é muito cedo. Na estreia, eu já comentei isso com o diretor: ‘tô meio triste, porque vai ser só um ano. Dezembro já tá aí e acaba1. São nove, dez meses, um pouco mais. Para o que eu senti fazendo, seria pouco. Acho que o universo me ouviu e deixou eu continuar”, o ator diz ao Teatro em Cena.

Esta será a primeira vez que Nando Pradho fará teatro musical fora de São Paulo – e logo em outro país. Detalhe: em um idioma que ele não domina, o espalho. “Mas vou falar! Estou fazendo aulas. Confio no meu ouvido. Por mais que não fale tão bem no começo, sei que a pronúncia vai ser boa”, garante. Em nenhum momento, isso foi visto como um obstáculo. Vale lembrar que o Jean Valjean da montagem brasileira foi o cantor espanhol Daniel Diges, convidado após exercer o mesmo papel nos palcos da Espanha. Ele, aliás, também vai para o México, encarar seu terceiro ano de “Les Mis”. É um intercâmbio comum na produção internacional. Os atores Clara Verdier (Cosette), Laís Lenci (emsemble e cover de Cosette) e Leo Wagner (ensemble e cover de Valjean e Javert) também embarcarão para a montagem mexicana.

– O dono da produção de lá do México veio pra cá, porque tudo sai daqui e vai pra lá: cenário, figurino… Ele veio para conhecer, gostou de mim e me convidou. – conta Nando Pradho, que faz questão de demonstrar sua profunda realização com este trabalho – Eu achava que não teria mais nada a altura do que senti fazendo “Jekyll & Hyde”, mas veio o Javert. Eu não tinha uma expectativa, mas consegui construir algo com o diretor que me deixou tão satisfeito… me deu um limite novo. É isso que eu gosto: estar no meu limite.

A montagem brasileira de “Les Misérables”, que não passou pelo Rio de Janeiro, foi eleito o melhor musical pelos prêmios Bibi Ferreira e Reverência. Foram mais de 200 apresentações em São Paulo.