(Foto: Jennifer Glass/Fotos do Ofício/Divulgação)

O histórico “O Rei da Vela”, do grupo Teatro Oficina, será apresentado no Rio de Janeiro. Originalmente estreado em 1967 e levado de volta aos palcos em 2017, o espetáculo está com curta temporada marcada na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, entre os dias 14 e 22 de abril. A informação foi revelada pela colunista Hildegard Angel, do Jornal do Brasil, e confirmada pelo site oficial da companhia teatral. A venda dos ingressos começará em breve e eles custarão R$ 80.

A remontagem comemora os 50 anos da estreia do espetáculo, que chegou a ser apresentado na Europa no fim dos anos 1960. No Rio de Janeiro, “O Rei da Vela” foi visto em 1968 no Teatro João Caetano, no Centro. A retomada, no ano passado em São Paulo, repetiu o sucesso do passado, com ingressos esgotados e trouxe a novidade de Zé Celso Martinez Corrêa no papel de Dona Poloca (no Rio, ele dividirá a personagem com Vera Barreto Leite, de “Mistérios Gozósos”).

(Foto: Reprodução)

Essa é uma peça de Oswald de Andrade (1890-1954), um dos grandes nomes do modernismo brasileiro, e confronta vários paradigmas do que deve ser um texto teatral, articulando diferentes linguagens. A “vela” do título se refere à agiotagem. Na história, o banqueiro Abelardo I, o Rei da Vela, e seu empregado socialista Abelardo II, o domador de feras, subjugam clientes em uma jaula. A peça é dividida em três atos, que são apresentados ao longo de três horas, com dois intervalos.

Desde fevereiro, Marcelo Drummond​, primeiro ator da companhia, dá vida a Abelardo I – papel que foi de Renato Borghi em 1967 e na retomada de 2017, quando recebeu o Prêmio APCA por esse trabalho. No quesito premiações,o espetáculo também recebeu o prêmio da crítica no APCA e foi eleito a melhor estreia do ano passado pelo Guia da Folha de São Paulo.