(Foto: Divulgação)
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Vencedor de sete Globos de Ouro, o filme “La La Land”, dirigido por Damien Chazelle, caiu no gosto dos fãs de musicais e pode ganhar uma adaptação na Broadway. Os produtores do longa-metragem não descartam a hipótese de levar a história para o teatro. “Se quisermos fazer um espetáculo teatral, podemos fazer um espetáculo teatral. Ainda não atingimos toda a nossa capacidade de expansão”, disse Erik Feig, co-presidente da Lionsgate, em entrevista à revista The Hollywood Reporter. Para o jornal britânico The Guardian, não há dúvidas de que um musical teatral seja o próximo passo para “La La Land”.

O projeto, no entanto, ainda não existe. A equipe de “La La Land” está focada na corrida pelo Oscar, enquanto o título se populariza. Com orçamento estimado de US$ 30 milhões, o filme já bateu a marca de US$ 100 milhões de arrecadação de bilheteria. Além disso, o álbum de sua trilha sonora, com 15 canções, escritas por Justin Hurwitz, já alcançou a vice-liderança na lista dos mais vendidos dos Estados Unidos. “City of Stars”, a música principal, tem 4,2 milhões de acessos no Youtube. A trilha traz interpretações dos protagonistas Ryan Gosling e Emma Stone, assim como do cantor John Legend, que faz uma participação na trama, interpretando o líder de uma banda. Legend, aliás, também está migrando para a Broadway, como produtor de “Jitney”. Ele é um entusiasta de mais “La La Land”: “não sei se esse é o tipo de filme que tem continuação, mas se Damien quiser fazer qualquer coisa, eu amaria trabalhar com ele de novo em qualquer coisa que ele estiver fazendo”.

O Guardian destaca, no entanto, que parte do sucesso do filme é justamente por ser uma encarnação cinematográfica do formato de musical teatral, com nostalgia do que era feito nos anos 1940 e 1950 em Hollywood. A transposição de linguagem para o palco poderia trazer perdas nesse sentido. O próprio diretor falou sobre o tema em uma entrevista: “o filme é sobre ambas as coisas: tentar trazer de volta certas coisas do passado, que sinto que tem se perdido e que não precisam se perder, mas o objetivo principal, realmente, era tentar atualizar essas coisas. Era importante para mim que o filme não fosse uma obra datada. Há coisas que você pode fazer com a câmera, com as expectativas modernas, e que não podia nos anos 50. Por isso, foi divertido pegar um pouco dos musicais dos anos 50, mas colocá-los em uma cidade moderna e filmá-los de uma maneira moderna”. Como a relação de Sebastian com o jazz: quem viu o filme sabe.

O jornal britânico aponta que, além disso, o encantamento do filme se deve muito à química dos atores protagonistas. Eles já tinham feito juntos “Amor a Toda Prova” (2011) e “Caça aos Gângsteres”. Para quem torce pela adaptação teatral, comece a pensar em outros atores: Ryan Gosling já descartou a ideia de fazer um musical na Broadway. Emma Stone não falou sobre o assunto, por enquanto, mas já está reservada para dois filmes no ano que vem. De qualquer forma, ela concorda que sua química com Ryan foi fundamental: “em uma de nossas primeiras audições juntos, o que foi tipo há sete anos, nos pediram para improvisar, então nós imediatamente tivemos uma conexão, o que você percebe se improvisa com alguém. E funcionou. Temos um senso de humor similar e uma mentalidade parecida”.

Detalhes do filme à parte, sua mensagem final – sem spoilers por aqui, pode relaxar – poderia ser transportada para o teatro, com mérito. “Não acho o final triste, necessariamente. Acho agridoce, mas também realista. Nem tudo se concretiza para todo mundo. Nem sempre é exatamente como você imaginou”, comenta Emma Stone. Segure a sinopse: aspirante a atriz e músico falido, amante de jazz, se apaixonam em Hollywood enquanto lutam para realizar seus sonhos. Isso não tem apelo em qualquer plataforma? Sem dizer que todo mundo adora um voo no teatro…

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