(Foto: Reprodução / Marcos Ferreira/Brazil News))

Completando 65 anos de carreira, o ator Agildo Ribeiro ganhou uma homenagem do Prêmio do Humor, criado por Fabio Porchat (de “Meu Passado Me Condena”), no Jockey Club na terça (13/3). Em reconhecimento à sua trajetória, o comediante recebeu um troféu das mãos de Lúcio Mauro Filho (de “5x Comédia”) e Marcos Veras (de “Acorda pra Cuspir”), dois atores que o apontam como referência.

– Quando passei no teste para o “Zorra Total”, o Agildo me recebeu com tanto amor, com tanto carinho. Era um quadro dele e ele dividiu tanto esse protagonismo comigo! – lembra Veras – Aí eu morava na Rua das Palmeiras, em Botafogo, e um belo dia um o porteiro fala assim “sabe quem tá morando aí? Agildo Ribeiro”. Ele se mudou para o meu prédio! O Agildo vai se mudando… não sei se é algum problema com condomínio, mas ele vai se mudando. A fama dele é essa! Convidei para passar o Natal na minha casa. Corta para o Agildo passando o Natal na minha casa: dando em cima da minha prima e querendo whisky, que era a única bebida que eu não tinha.

Lúcio Mauro Filho também tem sua história com o veterano, que está com 85 anos de idade. Ele contou que Agildo sempre foi o amigo do pai com quem ele mais conviveu, com intimidade e muitas brincadeiras.

– Eles são duas pessoas competitivas e faziam questão de competir nas mais diversas maneiras e ocasiões da vida. A partir de determinado momento, virei um joguete dessa relação, porque a minha influência como artista e comediante é o Agildo Ribeiro. É maior do que a do meu pai, a do Chico, a do João, porque quando eu queria ser comediante, eu queria ser o Agildo Ribeiro. – conta o ator – Quando chego aqui hoje em dia e as pessoas veem a minha comédia, ela é muito mais parecida com a do Agildo, que é mais expansiva, mais divertida, do que a do próprio Seu Lúcio, que faz aquele humor mais sério. O Agildo me influenciou em várias coisas.

A carreira de Agildo começou no teatro de revista, que o levou para o rádio e para a TV. Ele estreou na Globo junto com a inauguração do canal em 1965, mas já passou também pelo SBT e pela Band. Entre os trabalhos emblemáticos, estão a novela “De Quina Pra Lua” (1985) e os humorísticos “Planeta dos Homens” (1976), “Escolinha do Professor Raimundo” (1994), “Zorra Total” (1999-2009) e “Zorra” (2015-2017). Ele também é nome de teatro, no Méier.