Stella Maria Rodrigues vive um ótimo momento profissional. Estreou como dramaturga e produtora em “Quebrando Regras – Um Tributo a Tina Turner”, foi premiada por seu desempenho no Shakespeare musical “Romeu e Julieta” e estuda novos rumos em sua carreira.

Todo ano você está indicada a prêmios. Como recebe isso?
Acho que esse ano vai ficar mais complicado, porque não temos mais peça para fazer (riso nervoso). Não, mentira. A gente está trabalhando. Neste ano, a indicação foi por “Romeu e Julieta”, um espetáculo que tenho saudade. Foi um presentão do Guilherme [Leme Garcia]. Outro dia apareceu uma lembrança no Facebook e pensei “caramba, já passou um ano!”.

Como é receber um feedback diferente, agora como dramaturga?
É muito maluco. Não sei te dizer ainda! Eu fico de fora e quero jogar sapato, quero subir… mas ao mesmo tempo é interessante ver de fora. É uma coisa que não tenho controle, né? Controle nenhum sobre o que foi dito. Eu diria que essa peça é um pretexto para aquelas duas monstras [Evelyn Castro e Kacau Gomes], aquelas duas forças da natureza, e também o Saulo Segreto, que entrou depois. Por quê? Porque elas pediram. É um texto escrito por uma atriz para duas atrizes para falar de uma cantora, que também é uma força da natureza, a Tina Turner. É tudo menos dramatúrgico e mais teatral mesmo. É mais artesanal. Você está entendendo? É uma coisa feita para elas, então não pensei muito. Quando estreou, parece que foi um susto. Eu acho que ele ainda está em processo. Foi muito rápido. Acho que ainda estamos encontrando coisas. Hoje, por exemplo, elas estão lá e estou aqui, doida para estar lá. Gosto de assistir.

Então você está indo com frequência?
Eu tô indo! Amanhã, eu vou lá.

Essa experiência te animou a continuar escrevendo?
Animou! Já tive algumas ideias… Vamos ver se eu consigo me produzir, né? Eu acho que é o caminho. Não tem outro jeito – a gente tem que se produzir, levantar e fazer.

Tem vontade de escrever uma peça para si mesma como atriz?
Tenho, mas também tenho um pouco de medo. Já comecei a pensar, porque quero fazer alguma coisa para mim sim. “Emilinha” já andou, talvez a gente faça apresentações em São Paulo, mas acho que já deu no Rio. Fico pensando: “o que eu quero cantar? O que eu quero contar? O que eu quero falar?” Fico escrevendo algumas coisas avulsas, mas ainda não cheguei a pensar em uma ideia bacana. Se você tiver aí, me diz (risos).