Best-seller como livro e blockbuster como filme, “As Vantagens de Ser Invisível” vai ganhar sua versão teatral em maio. A produtora carioca Junto e Misturado Associados Teatrais adaptou o texto para os palcos e vai estrear a montagem no dia 7 de maio, no Teatro Henriqueta Brieba, no Tijuca Tênis Clube. O espetáculo se chamará “Com amor, Charlie” e terá direção de Ruan Calheiros, que recentemente esteve em cartaz com “Além da Coxia” no mesmo local.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

– Nós da Junto e Misturados Associados Teatrais temos focado ultimamente no público adolescente e adulto, e após algumas peças autorais decidimos buscar algo que estivesse no gosto dos jovens. Fizemos algumas pesquisas e sondagens com o público alvo e chegamos ao nome do livro/filme “As Vantagens de Ser Invisível”. Assisti ao filme e gostei muito, e logo depois já li o livro que gostei mais ainda pela riqueza de detalhes que o cinema deixa escapar. Então resolvi aceitar o desafio de adaptá-lo aos palcos. – Ruan conta ao Teatro em Cena.

Escrito pelo americano Stephen Chbosky, o livro “As Vantagens de Ser Invisível” (The Perks of Being a Wallflower” no original) foi publicado originalmente em 1999 pela MTV Books. Ele esteve nas listas de best-sellers dos Estados Unidos por mais de 70 semanas e ganhou traduções para treze idiomas. A obra foi, inclusive, incluída no currículo escolar americano – o que lhe garantiu credibilidade. A trama, ambientada no subúrbio de Petersburgo nos anos 1990, é centrada em Charlie, um adolescente introvertido, tímido e nada popular, que descreve sua vida e suas experiências no Ensino Médio em cartas destinadas a um estranho anônimo. A história acompanha sua jornada de socialização e superação de uma depressão, com tendências suicidas.

Cena do filme (Foto: Divulgação)
Cena do filme (Foto: Divulgação)

O próprio autor dirigiu a adaptação cinematográfica, que estreou mundialmente em 2012 e recebeu uma indicação à premiação do sindicato dos roteiristas. Com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller no elenco, o filme teve uma estreia limitada a somente quatro salas de cinema nos Estados Unidos e foi se disseminando aos poucos, pagando seu custo e lucrando US$ 4 milhões só no território americano. Das quatro salas iniciais, ele chegou a ficar em cartaz em 736 salas americanas simultaneamente.

É importante falar do longa-metragem, porque o espetáculo também se baseia nele. O diretor buscou atores que correspondessem aos perfis do elenco de Hollywood, pois acredita que a identidade visual do filme e dos personagens são muito marcantes. A arte de divulgação da peça, por exemplo, faz referência ao pôster da adaptação cinematográfica.

Arte de divulgação da peça (Foto: Divulgação)
Arte de divulgação da peça (Foto: Divulgação)
Arte de divulgação do filme (Foto: Divulgação)
Arte de divulgação do filme (Foto: Divulgação)

– Como sou muito exigente quando vejo alguma adaptação que eu goste, estou usando isso ao meu favor na hora de adaptar. Não fiz mudanças muito drásticas, a não ser algum cortes de personagens que foram necessários para o processo. Mas, acredito que tanto os fãs do filme quanto do livro verão a obra bem retratada representada no palco.

No elenco, Matheus Caldeira (de “Formô”) faz Charlie, Isis Pessino (de “Cinderela”) é Sam, Lucas Pinho (de “Não, Majestade!”) interpreta Patrick e Gabriella Levaskevicius (de “Frozen – A Rainha do Gelo”) vive Candence. O time é completado ainda por Aline Daltro (de “Loucuras Por um Beijo”), João Acioli (de “Além da Coxia”), Isabella Ferreira (de “Formô”) e Heiner Miranda (de “Azul!”).

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SERVIÇO: sáb e dom, 20h. R$ 40. Classificação: 12 anos. De 7 até 29 de maio. Teatro Henriqueta Brieba – Tijuca Tênis Clube – Rua Conde de Bonfim, 451 – Tijuca. Tel: 3294-9300.