Foi bastante sofrida a audição de “Os Miseráveis” (Les Misérables) em Copacabana, na terça (5/4). Os testes, abertos para todo mundo que aparecesse, reuniram mais de 200 candidatos, muitos dos quais ficaram até 14 horas na fila, sentados no chão da calçada na rua. A chamada de elenco divulgada pela produtora Marcela Altberg no Facebook dizia que as inscrições presenciais ocorreriam entre 9h30 e 10h30 da manhã – horário sugerido para a chegada dos candidatos. Mas os últimos atendidos saíram do local depois das 23h, bastante irritados e insatisfeitos. A fila dava volta no quarteirão.

Candidatos começaram o dia em pé na fila e terminaram sentados no chão
Candidatos começaram o dia em pé na fila e terminaram sentados no chão

Com o passar das horas, o estresse imperou. Com fome, sede e cansaço, era possível ver um casal de atores brigando ali, uma atriz chorando de nervoso acolá, e vários candidatos desistindo e indo embora. Muitos reclamaram que a responsável pela organização da fila faltava com qualquer gentileza. No fim da tarde, um morador do bairro se compadeceu com os artistas e criticou a falta de estrutura para recebê-los, comentário que foi recebido calorosamente. Já à noite, uma das candidatas improvisou um cartaz provocativo com a frase “Não vai ter golpe, Botelho!”: era Claudio Botelho que estava avaliando os atores.

Claudio assinas as versões das músicas de “Les Misérables” para o português. Seu trabalho foi visto na montagem do musical em 2001, em São Paulo, e será reutilizado nessa próxima montagem, assinada pela Time For Fun. Na sala de audições, estavam ele, Marcela e uma representante da empresa, além do pianista.

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Para conseguir atender todos os presentes, no meio do dia houve uma mudança na estrutura do teste. Inicialmente, cada um era avaliado individualmente, pela canção de musical que levou e ensaiou. Depois, para acelerar, os atores tinham que fazer apenas o vocalize. Por fim, o vocalize era feito não mais individualmente, e sim em grupos de dez. Obviamente, houve muitas reclamações sobre injustiça. Os primeiros da fila foram avaliados como dizia na chamada da audição; os demais, não. Em tempo: o primeiro da fila chegou por volta de 6h da manhã na porta do local.

Quem não conseguiu fazer a audição no Rio ainda terá uma segunda chance, em São Paulo. No dia 8 (sexta), a equipe receberá os candidatos no Teatro Cetip, na Rua Coropés, nº 88, no bairro de Pinheiros. O horário de inscrição é de 9h às 10h, mas, visto o que aconteceu no Rio, a dica é chegar bem antes para garantir lugar na fila e não precisar ficar 14 horas esperando.

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