Morre a atriz carioca Betty Lago (1955-2015), vítima de câncer na vesícula. Ela estava com 60 anos e vinha lutando contra a doença desde 2012, no início relutante em torná-la pública. Ela passou pelo tratamento com quimioterapia e, em março deste ano, o câncer voltou, levando-a ao óbito na madrugada deste domingo (13/9). Betty estava em casa no Leblon. O enterro ocorrerá ainda na tarde deste domingo. “O dia amanheceu assim, triste e lindo ao mesmo tempo”, escreveu a filha da atriz, Patty Lago, no Instagram.

(Foto: Divulgação)
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Vários artistas e modelos expressaram seu luto nas redes sociais. Betty trabalhou como atriz por mais de 20 anos e como modelo internacional por 15 anos. Atualmente, ela apresentava a 4ª temporada do programa “Desafio da Beleza”, do canal GNT, ao lado de Mariana Weickert e Daniel Hernandez. “Feliz de mim que terei um pedacinho teu para sempre aqui comigo. Aos amigos e familiares, todo meu amor!”, escreveu Mariana.

Em março, quando reiniciou o tratamento, Betty Lago amenizou o quadro em entrevista à colunista Lu Lacerda. “Voltei ao tratamento, desta vez já conhecendo as regras, o que deixa tudo mais brando. Não sou doente. Sou alguém em tratamento. Continuo fazendo as coisas, só evitando gordura e álcool”, declarou. “Medo de morrer eu não tenho. Meu medo é clichê, de não estar em todos os lugares do mundo que quero. Desde 1996 vim morar de vez no Rio, minha cidade na vida. Tenho ainda medo do ego das outras pessoas, não compreendo. O dinheiro e o sucesso transformam algumas criaturas. É um medo abstrato, mas é medo, que merda!”.

(Foto: Divulgação)
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A atriz, inclusive, estava prevista para estrelar a comédia “Menopausa”, que fez temporada no Teatro das Artes no Shopping da Gávea. Mas o tratamento a impediu de participar dos ensaios, e ela se afastou do projeto, que terminou protagonizado por Rosi Campos (de “La Mamma”), Pia Manfroni (de “SPA – Uma Comédia de Peso”) e Rose Abdallah (de “A Olho Nu”).

Na TV, estreou em 1992, com “Anos Rebeldes”, e participou de novelas marcantes como “Sex Appeal”, “Quatro Por Quatro, “Vira-Lata”, “Pecado Capital” e “O Quinto dos Infernos”. Seus últimos trabalhos na dramaturgia foram na Record, com “Vidas em Jogo” (2011) e “Pecado Mortal” (2013).