Após entrar no elenco de “Dzi Croquettes Em Bandália” em 2015, o ator Bruno Gissoni está estreitando seus laços com o grupo transgênero. Junto com Ciro Barcelos, da formação original dos Dzi Croquettes dos anos 1970, e Sonny Duque, da nova geração, Bruno comprou um casarão no Cosme Velho para transformar em casa cultural. Os três assumiram o local em janeiro e querem abrir as portas para o público logo após o Carnaval, segundo a revista Contigo!

Bruno Gissoni e Ciro Barcelos (Foto: Paula Guimarães/Studio Prime)
Bruno Gissoni e Ciro Barcelos (Foto: Paula Guimarães/Studio Prime)

“Conviver com eles é muito importante para mim. É uma coisa de experiência, cultura, sabedoria grande. Ciro é uma pessoa muito rica espiritualmente. E essa quebra de protocolo que o Dzi tem… Se você vai fazer um musical, tem de ser inovador. É algo de dentro pra fora, não exite homem, mulher, raça: é Dzi, uma energia que vem não sei de onde. É sempre uma aula pra mim como ator”, diz Bruno, que foi convidado para trabalhar com o grupo após sua participação no quadro “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”. Sua estreia no espetáculo em “Bandália” se deu há exatamente um ano, com bastante visibilidade: o espetáculo foi um dos 21 mais populares do ano no Teatro em Cena em 2015.

O objetivo da casa cultural é ter um espaço para que os Dzi Croquettes produzam. Bruno informa que o local também funcionará como hostel, terá restaurante e exposições de artes plásticas e de fotografia. “A gente também pensa em fazer um teatro no meio do mato”, diz. “Estamos também com o projeto ‘Tupi Or Not Tupi’. Pretendemos estrear no fim do ano ou início de 2017. É um musical com a irreverencia do grupo. Vamos contar a história do Brasil de forma ‘dziana’’.

No ano passado, Ciro Barcelos já havia indicado um pouco dos caminhos do Dzi Croquettes na coluna “Teatropicalismo”, assinada no Papo de Artista: “Devemos partir cada vez mais para a invenção do nosso teatro, que se encontra no seu sentido anárquico de apreensão do mundo, devorando todas as formas de cultura existentes, tornando a nossa obra a mais modernamente aberta possível, se intrometendo em tudo, utilizando não somente as coisas em si, mas as formas artísticas e subartísticas através das quais o nosso povo se expressa”. Para ler na íntegra, clique aqui.

Bruno Gissoni e Ciro Barcelos em ensaio (Foto: Reprodução / Quem)
Bruno Gissoni e Ciro Barcelos em ensaio (Foto: Reprodução / Quem)