Coincidentemente, o espetáculo “O Corpo da Mulher Como Campo de Batalha”, que trata de uma vítima de estupro na Guerra da Bósnia, estreou no mesmo dia em que o Brasil repercutia a notícia de uma vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro. Ao fim da sessão, no Espaço Sesc, em Copacabana, na quinta (26/5), a atriz Fernanda Nobre (de “Linda”), que interpreta uma mulher grávida após ser estuprada por cinco homens, pediu um instante de silêncio “em nome de todas as mulheres que são estupradas diariamente no mundo”.

(Foto: Leonardo Torres)
(Foto: Leonardo Torres)

Marcos Caruso (de “Trair e Coçar É Só Começar”) e Bianca Jahara prestigiaram o evento:

(Fotos: Leonardo Torres)
(Fotos: Leonardo Torres)

O espetáculo, co-estrelado e produzido por Ester Jablonski (de “Silêncios Claros”), integra um projeto maior, chamado “Mulheres em Cena: Corpo e Violência”. Ao longo deste mês e junho, o Espaço Sesc receberá debates com ativistas, juristas e advogadas; exibição de documentários; leituras; e outro espetáculo, “Bonecas Quebradas”, que trata do feminicídio que desapareceu com quatro mil mulheres e matou outras duas mil em Ciudad Juarez, no México.

No Rio de Janeiro, o estupro coletivo (33 homens contra com uma jovem desacordada) chocou a todos. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CDDH) exigiu “rapidez e rigor na apuração, identificação e punição dos envolvidos neste ato de barbárie”. Em nota, o crime foi classificado como “agressão a todas as mulheres”. Na próxima quarta (1º/6), haverá um protesto na Cinelândia às 16h contra impunidade dos estupradores.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

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SERVIÇO: qui a sáb, 19h; dom, 18h. R$ 20. 70 min. Classificação: 14 anos. Até 19 de junho. Espaço Sesc – Sala Multiuso – Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana. Tel: 2547-0156.