(Foto: Reprodução)
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Conhecido pela novelinha “Malhação” e por trabalhos cômicos no teatro, como “Deu Branco” e “Garotos”, o ator Vitor Thiré está encarando um desafio de sexta a domingo no Centro Cultural Justiça Federal: interpretar um doente mental no espetáculo “Um Estranho no Ninho”. Seu personagem é Billy, interno de uma clínica psiquiátrica, que sofre de gagueira e problemas sociais. O papel rendeu uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante para o americano Brad Dourif no filme homônimo, lançado em 1975.

Com apenas 21 anos de idade, Vitor nem tinha visto o filme (vencedor de cinco Oscars, incluindo o de melhor ator para Jack Nicholson) até entrar neste projeto. “Eu vi por causa da peça. Mas o Bruce [Gomlevsky, diretor] falou para a gente não ter essa referência direta, porque a história é baseada em um romance, antes de ser filme”, ele conta. “Todo mundo conhece o filme, lógico, mas a gente quis fazer com a nossa cara, até porque essa peça nunca foi montada no Brasil”. O resultado tem sido bem aceito pelo público e elogiado pela crítica especializada.

OPINIÃO: “Um Estranho No Ninho” prova sua atemporalidade

Vitor e seus 15 colegas de elenco ficam 2h15 em cena. O espetáculo tem até um intervalo e ele não nega: é desgastante. “Não sei se mais física ou emocionalmente, acho que emocionalmente”. Mas ele se apressa em dizer que isso que é bom. “Se fosse fácil, não seria tão prazeroso”. Vindo de uma família de artistas, ele que seria o estranho no ninho se dissesse outra coisa. O sobrenome não nega: filho da atriz Luisa Thiré (de “Feliz Por Nada”), neto de Cecil Thiré (de “Motel Paradiso”) e bisneto de ninguém menos que Tônia Carrero. O Miguel (de “Selfie”), com quem muita gente o confunde, é seu tio.

Para compor seu personagem no espetáculo, Vitor pesquisou um pouco sobre gagueira, para fazer de maneira convincente em cena. “O processo de composição foi bem intenso. O Bruce deixou a gente muito livre no início, muito à vontade, e depois foi lapidando”, ele conta. “O desgaste faz parte e vale a pena não só pelo resultado que tem, mas pelo processo em si, que foi muito legal”.

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SERVIÇO: sex a dom, 19h. R$ 30. 130 min. Classificação: 14 anos. Até 3 de maio. Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241 – Centro. Tel: 3261 2550.