(Foto: Globo/Estevam Avellar)
(Foto: Globo/Estevam Avellar)

Com o sucesso de “Incêndios”, o ator e produtor Felipe de Carolis fez uma escolha tanto esperada quanto óbvia para seu próximo espetáculo: vai montar outro texto desse dramaturgo libanês, Wajdi Mouawad. O escolhido foi “Céus” (Ciels) e, para dirigi-lo, Felipe acertou de novo com Aderbal Freire-Filho, vencedor do Prêmio Shell de melhor direção por “Incêndios”. Silvia Buarque (de “O Estranho Caso do Cachorro Morto”) – filha de Marieta Severo, protagonista de “Incêndios” – já está confirmada no elenco.

“Céus” foi montado originalmente em 2009 na França e é considerada a última parte de uma tetralogia da qual “Incêndios” também faz parte. O espetáculo acompanha uma equipe internacional chamada Sócrates, isolada em um lugar secreto, tentando decifrar mensagens de terroristas. O trabalho é abalado quando um dos seus membros comete suicídio por razões desconhecidas.

Wajdi Mouawad já foi traduzido para mais de quinze idiomas e apresentado em várias partes do mundo, como América, Europa e Ásia. Dois espetáculos seus já foram adaptados para o cinema: “Littoral” e “Incêndios”, que foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro. Foi o longa-metragem, aliás, que deu início a essa parceria do Felipe com o dramaturgo. Ele comprou os direitos da peça para montá-la no Brasil após ver o filme. Foi aí que tudo começou.

No Brasil, “Incêndios” foi um sucesso de público e crítica, com três temporadas no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e uma longa turnê, ficando um ano e nove meses em cartaz. Além do Shell de melhor direção, a montagem recebeu o Prêmio APTR de melhor atriz (Marieta), cenografia (Fernando Mello da Costa), atriz coadjuvante (Kelzy Ecard) e espetáculo; o Prêmio Questão de Crítica de melhor ator (Marcio Vito); e outros.