(Foto: Junior Zagotto)

Jules Vandystadt recebeu múltiplas indicações a prêmios nesta temporada de premiações. Só no Prêmio Cesgranrio, que acontece neste mês, ele concorre como diretor musical com três trabalhos: “O Homem no Espelho”, “Pippin” e “70? Década do Divino Maravilhoso – Doc. Musical”. Sim, é como se ele estivesse concorrendo contra ele mesmo. São seis indicados na categoria e três são… ele. Os outros são Tony Lucchesi (por “Bibi – Uma Vida em Musical”), Apollo Nove (por “Romeu e Julieta”) e Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet (por “Elza”).

– Estou feliz. Esse reconhecimento já é o prêmio em si. Estou concorrendo ao lado de amigos e profissionais incríveis, inclusive sendo um deles o “Romeu e Julieta”, espetáculo para o qual fiz a direção e arranjos vocais, ou seja, 2018 foi um ano extremamente produtivo pra mim, que rendeu lindos frutos. Ganhando ou não, a prêmio já chegou. – ele diz ao Teatro em Cena.

Os três trabalhos que lhe valeram indicações são bem diferentes. Em “O Homem no Espelho”, Jules participou de toda a criação do espetáculo (o roteiro também é dele) e teve que lidar com o baixo orçamento. Em “Pippin”, viveu sua primeira experiência com um espetáculo da Broadway, “lidando com um material já pronto e consagrado”. “Além disso, o compositor Stephen Schwartz foi ao Rio assistir ao espetáculo e elogiou muito a nossa montagem”, destaca. Já em “70?”, Jules se viu diante de “uma obra imensa” com a oportunidade de tocar em temas delicados sem perder a delicadeza e a força. É um espetáculo, vale lembrar, 100% de música. Não existe texto além das composições. “Posso dizer que 70 foi pra mim a experiência mais desafiadora de todas”, diz o artista, que está de férias nos Estados Unidos, mas volta ao Brasil a tempo da cerimônia do Cesgranrio. Ele ainda concorre ao Prêmio Botequim Cultural, também com dois trabalhos, “Yank!” e “70?”.