De volta à apresentação do “Vídeo Show”, o ator, diretor e dramaturgo Miguel Falabella encerrou um episódio recente do programa com uma mensagem para os aspirantes ao estrelato. Ele começou dizendo que recebe muitas correspondências de atores dizendo que “querem ser artistas de televisão”, o que ele olha com ressalvas. “Só para esclarecer: essa categoria ‘artista de televisão’ até existe, nada contra, mas não tem nada a ver com interpretação e o fato de ser ator. O artista de televisão pode existir perfeitamente: depende de carisma, de comunicabilidade, é uma outra enfermaria”, explicou. “De qualquer maneira, para todas essas pessoas que escrevem, e que sonham com o ‘estrelato’, ou sei lá com o quê, eu diria: seja simples, seja simples na interpretação, seja simples na maneira de você chegar ao público”.

(Foto: Reprodução)
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Miguel também fez questão de dizer que a carreira artística exige vocação – algo que Marieta Severo também já havia defendido, em entrevista ao Teatro em Cena. As palavras dele foram: “Se você não é um vocacional, saiba que essa profissão é dura, difícil e com muita decepção. É uma profissão para quem aguenta o tranco. A Nancy Astor, que foi uma pensadora inglesa, disse uma coisa maravilhosa: ‘Sabe o que é o sucesso? É quando você passa a ser entediado por gente que antes te esnobava’”.

Recentemente, Miguel Falabella esteve testando atores para um papel no musical “Memórias de um Gigolô”, que fará temporada em São Paulo. Neste ano, ele também trabalha no “Raia 30 Anos”, uma coletânea de montagens da Claudia Raia, e “Antes Tarde Do Que Nunca” (Nice Work If You Can Get It), com Alessandra Maestrini.