Cartazes com os dizeres “chega de repressão”, “violência não”, “censura não”, “liberdade, igualdade” e “luta” foram vistos no palco da noite de abertura da 6ª edição do festival Rock in Rio em Lisboa, Portugal. Os artistas que os carregavam eram brasileiros – como Ícaro Silva (de “S’imbora, o Musical”), Thati Lopes (de “Se Eu Fosse Você, o Musical”) e Hugo Bonemer (de “Rock in Rio – O Musical”) – e estavam na pele de personagens do primeiro musical a se apresentar no Palco Mundo do evento da família Medina. A cena invocava o movimento das Diretas Já, por eleições diretas no Brasil no início dos anos 80. Também se comunica com o panorama político atual, com as discussões sobre a legitimidade do governo interino de Michel Temer (PMDB). Embora a peça não entre nesse discussão atual, Ícaro Silva, por exemplo, não posta quase nada no Instagram sem botar a hashtag #foratemer.

(Foto: Reprodução / Instagram)
(Foto: Reprodução / Instagram)

No musical, as Diretas Já são invocadas para mostrar o espírito da juventude brasileira quando o Rock in Rio fez sua primeira edição, em 1985. O espetáculo, que tem 50 minutos, conta a história do festival, em comemoração ao seu 30º aniversário, comemorado no ano passado. As músicas são todas de artistas e momentos marcantes na trajetória do evento. A da cena da foto é “Fear Of the Dark”, da banda Iron Maiden, que tocou para 350 mil pessoas na primeira edição do Rock in Rio, no Rio. A internacionalização do festival se deu em 2004, com a ida para Lisboa e, depois, Madri e Las Vegas.

Quem escreveu e dirige o musical é Rodrigo Nogueira, o mesmo autor de “Rock in Rio – O Musical”, “Chacrinha – O Musical” e “BarbarIdade”. A direção musical é de Tony Lucchesi (de “Godspell”). O espetáculo abre a programação do Palco Mundo todos os dias de festival em Lisboa (vai até 29 de maio). Brasileiros podem assistir ao vivo à apresentação pelo link www.livexlive.com às 15h, nos dias 20, 27, 28 e 29.