(Foto: Reprodução)
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A atriz Andréa Beltrão, que esteve em cartaz recentemente com o espetáculo “Nômades”, faz questão de ler as críticas que saem sobre seu trabalho. Essa peça em si foi muito bem avaliada, e lhe rendeu indicações a vários prêmios. Mas e quando não é assim? “Eu não me importo de ser criticada. Às vezes, concordo. Outras vezes, não. É uma coisa natural para mim”, pontua ao Teatro em Cena.

“Nômades” ficou seis meses em cartaz no Teatro Poeira, que é administrado por ela, Marieta Severo e Aderbal Freire-Filho (os dois de “Incêndios”). Sobre a propriedade, ela fala com orgulho. “É maravilhoso ter um teatro. É uma sensação de que nada me faltará”, declara a atriz, que também gosta do trabalho burocrático inerente. “Eu gosto de tomar conta. A Marieta, eu e o Aderbal, a gente está sempre lá. Tem que ser assim”.

Para ela, o Poeira é também uma afirmação artística. Com o teatro, ela e os amigos podem exercer um pensamento livre em relação às produções que se apresentam lá. Todos os espetáculos que entram em cartaz são resultado do comum acordo entre ela, Marieta e Aderbal. “Eu valorizo o tema, a proposta, a liberdade, a experimentação, levando em conta o acesso ao público e o interesse do público. Nunca é uma coisa só de mercado. A gente não tem um pensamento exatamente de mercado. A gente tenta o tempo todo viabilizar espetáculos que sejam interessantes”.