O Grande Sucesso suspende temporada até que teatro resolva vazamento de som

(Foto: Divulgação)

Valendo-se de uma liminar da Justiça, “Renato Russo – O Musical” conseguiu retomar sua temporada no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, no domingo (19/3) – um dia após ter uma sessão cancelada pela gerência do local arbitrariamente. Com isso, “O Grande Sucesso”, apresentado logo acima, no Teatro Clara Nunes, anunciou a suspensão de sua temporada por tempo indeterminado. Priscila Prade, produtora do espetáculo, comunicou que a peça ficará sem ser apresentada até que o teatro resolva o problema de vazamento de som. O musical fez apenas seis das 24 apresentações previstas.

Desde a estreia, em 10 de março, “O Grande Sucesso” sofre por falta de isolamento de som no teatro. O problema na acústica faz com que os espectadores do Teatro Clara Nunes ouçam tudo que acontece na peça do andar de baixo – que tem uma banda de rock (“Renato Russo, o Musical”). Espectadores reclamam que o problema de acústica é antigo – e foi agravado por conta de uma obra – mas a direção dos teatros culpa as produções. O proprietário do Teatro das Artes, Luis Eduardo Araújo, disse que “Renato Russo, o Musical” “fez um show, não uma peça de teatro”, e por isso o som era ouvido acima. As produções das peças, no entanto, aguardam soluções por parte dos teatros e exigem melhorias. O Clara Nunes está sem vedação, ainda em obras. Era a crônica de um conflito anunciado.

No sábado, Alexandre Nero, astro de “O Grande Sucesso”, avisou que não subiria no palco caso a questão não fosse resolvida. A produção paga R$ 18 mil semanais pelo aluguel do teatro, e não tem condições de fazer uma sessão decente para a plateia. Diante disso, o síndico do Shopping da Gávea, José Ernani Campelo, que também é um dos donos do Teatro Clara Nunes, conseguiu que o Teatro das Artes suspendesse as vendas para “Renato Russo, o Musical” e cancelasse a sessão do dia. Mas a produção da peça, estrelada por Bruce Gomlevsky, conquistou a liminar que lhe autoriza a cumprir as apresentações previstas em contrato. O problema de som, afinal, não seria da produção e sim dos teatros.