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Lindsay Lohan fez sua estreia no West End neste mês, com a remontagem de “Speed-the-Plow”, e dividiu a crítica. Muitos a atacaram ainda nas sessões prévias, por errar falas, recorrer a sopros, e até usar um livro cenográfico para ler o texto. Mas eram sessões que funcionavam como ensaios abertos e, na maioria dos casos, a crítica costuma esperar a estreia oficial para se posicionar. Não foi o caso. Tudo que envolve Lindsay Lohan foge do padrão – e sua temporada no Teatro Playhouse, em Londres, não seria diferente.

As críticas pós-estreia foram mais condescendentes. Todas afirmam que, sim, a americana ainda erra o texto e ocasionalmente recorre a sopros – mas a aliviam ao mesmo tempo. O Telegraph, por exemplo, escreveu que “dada a pressão para se provar, é perdoável”. A atriz rejeitada por Hollywood após ser taxada de garota-problema (não sem ter feito por onde) dá vida à secretária temporária de um executivo cinematográfico no espetáculo. Curiosamente, o primeiro trabalho da Lindsay no teatro é justamente uma sátira à Hollywood – escrita por David Mamet e originalmente montada em 1988.

E esse pode ser outro problema. O Hollywood Reporter ressalta que “Speed-the-Plow” não é um dos melhores trabalhos do dramaturgo. A crítica do site diz que “nada muda o fato de que essa é uma produção morna e abaixo das expectativas, na qual Lindsay Lohan é apenas um dos diversos elementos medíocres”. Mas, em favor da atriz, o mesmo texto ressalta que, no segundo ato, quando ela tem longos monólogos importantes, só precisou de uma assoprada e que isso “não prejudicou a personagem”.

A crítica da revista Variety concorda que Lindsay não é o maior problema do espetáculo, mesmo que ela ainda não saiba “como gerar e compartilhar energia com os outros atores no palco”. É como se ela fosse fiel à intenção de cada linha do texto, mas sem capacidade para lidar com as entrelinhas e o subtexto, o que faz o drama “perder dimensões”. O Guardian discorda. A crítica do jornal publicou que Lindsay “apresenta um desempenho perfeitamente louvável” e que “traz ao palco a qualidade de um fôlego ingênuo, que é a de longe a coisa mais interessante da peça”.

(Foto: Reprodução / Internet)
(Foto: Reprodução / Internet)

Cada um com sua opinião, todos concordam em um ponto: “Speed-the-Plow” é um espetáculo bem mais ou menos. A temporada vai só até 29 de novembro, com oito sessões semanais.