A produção do musical “American Idiot” no Brasil promoveu mudanças no esquema das audições. A primeira delas é quanto ao material que deve ser enviado para o e-mail [email protected] no ato da inscrição. Ao invés do currículo e de um vídeo de 30 segundos, como havia sido divulgado antes, a equipe agora exige quatro itens: currículo resumido (com contatos), duas fotos (uma de rosto e outra de corpo), um vídeo de cena com no máximo dois minutos (ou um link com videobook ou cenas já gravadas em teatro, TV ou cinema) e um vídeo entre dois e quatro minutos cantando uma música. Então, quem enviou só o vídeo de 30 segundos deve reenviar o e-mail com o material completo: CV, duas fotos e dois vídeos (cena + canto).

(Foto: Reprodução)
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Isso vale para os atores. Também haverá audições para músicos e o caso deles é diferente. Guitarristas, baixistas, bateristas e tecladistas devem enviar seus contatos e um vídeo tocando uma música. Por conta das mudanças, o prazo para inscrições foi prorrogado até o dia 17 de abril.

Além disso, as audições não serão mais só no Rio de Janeiro. O diretor Mauro Mendonça Filho (de “No Retrovisor”) avaliará os candidatos nos dias 2, 3 e 4 de maio em São Paulo e nos dias 5 e 6 de maio no Rio de Janeiro. A primeira etapa dos ensaios, entre outubro, novembro e dezembro, também será em São Paulo. Os ensaios só passarão para o Rio na primeira quinzena de janeiro de 2017 – para a estreia em meados de abril, na cidade.

Como o espetáculo é apoiado nas músicas da banda Green Day, com espírito punk rock e jovem, os candidatos devem ter no máximo 30 anos. Em uma entrevista, Mauro disse que “30 anos já será considerado velho”. Os atores e atrizes devem saber cantar no estilo punk rock, com perfeita afinação e boa projeção vocal, além de possuir domínio da linguagem do punk e saber dançar com energia, boa coordenação e mobilidade. Isso tudo está na delimitação do perfil.

(Foto: Reprodução)
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“American Idiot” é uma criação do próprio vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong. O espetáculo recebeu o Grammy de melhor disco de teatro musical e dois Tony Awards. Ele ficou um ano em cartaz na Broadway, fez turnê pelos Estados Unidos e foi levado também para o West End e uma turnê britânica. A história é a de um grupo de jovens tentando encontrar sentido no mundo (e na vida) após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

No Brasil, é o próprio Mauro Mendonça Filho quem assinará as versões das músicas. A produção é de Renata Borges (da Fabula Entretenimento), a direção musical ficará a cargo de Carlos Bauzys (de “O Homem de La Mancha”) e a coreógrafa será Daniella Visco (de “Ó Abre Alas”).