Julia Bernat está construindo uma carreira bem sucedida como atriz. Seu trabalho em “E Se Elas Fossem Para Moscou?” lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell de Teatro e viagens para fora do país. Mas nem sempre foi assim. “Ela falava que queria fazer Relações Internacionais, Direito, História. Ela demorou muito para falar que queria fazer artes cênicas”, lembra a mãe Soraya Ravenle (de “As Noviças Rebeldes”), em entrevista ao Teatro em Cena. “Quando ela falou, fiquei surpresa: ‘ué?’. E ela disse: ‘ué por que? não pode?’. ‘Mas você nunca falou!’. Aí pronto. Claro que eu apoiei. Se ela quisesse ser astronauta, eu apoiaria também”.

Filha e mãe em sessão de fotos para revista Caras
Filha e mãe em sessão de fotos para revista Caras

Soraya garante que ela e o ex-marido Isaac Bernat (de “Incêndios”) nunca forçaram nada. Mas a filha sempre esteve mergulhada no universo teatral, por conta do trabalho deles. “Ela estava inserida naquele contexto o tempo todo. Milhões de coxias pela vida afora. A gente nunca quis ou pediu ou falou para ela fazer teatro”, conta. Mas, é claro, agora estão todos babões pela artista mais jovem do clã. “Ela é tão vitoriosa e tão nova. Há três anos que ela viaja que nem uma louca. Viva Skype e viva Whatsapp, que são o que salvam a gente da saudade”.

As viagens de “E Se Ela Fosse Para Moscou?” continuam – impulsionadas agora pelos prêmios de melhor direção (Christiane Jatahy) e atriz (Stella Rabello) no Shell. O espetáculo tem como diferencial a aposta na linguagem cinematográfica. Ele é sempre apresentado em duas salas: uma com a encenação normal, e a outra com uma projeção de cinema, com as imagens ao vivo e editadas de três câmeras mostrando o que acontece ao lado. O espectador pode escolher se quer ver a versão peça ou filme ao vivo. Em junho, o espetáculo será apresentado em Amsterdã, na Holanda. “É um sonho e uma realização essa oportunidade. É uma sorte imensa poder conhecer outras realidades e ver como o teatro funciona em outros lugares. É emocionante”, diz Julia.