“Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical” é o espetáculo da vez. Estreado no início do mês, o novo projeto da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho marca a a primeira investida do ator Renato Aragão no teatro. Cercado de amigos da famosa “Turma do Didi”, de familiares e grande elenco, o ator revive no palco o filme homônimo de 1981. O blockbuster dos Trapalhões foi transformado em musical, mantendo a canções compostas por Chico Buarque para a trilha sonora. O Teatro em Cena esteve na apresentação da peça para a imprensa e traz três vídeos:

Piruetas

Rebichada

Meu Caro Barão (com Renato Aragão)

Um dos destaques dos números são os elementos circenses, como se vê em “Piruetas”. O espetáculo conta com acrobatas profissionais no elenco, e parte dos atores também entrou em contato com a técnica circense com ensaios na Escola Nacional de Circo. Na coletiva de imprensa, Charles Möeller disse que adorou a experiência, e quer trabalhar com elementos circenses nos seus próximos projetos. “Eu estou dependente químico do circo agora. Preciso deles para o resto da vida agora. Não sei mais o que vou fazer sem eles”, brincou. “A minha grata surpresa foi que eu achava que não ia dominar a linguagem ou casar a linguagem do musical com a do circo. Eu tinha que fazer que todos os números deles acontecessem ao mesmo tempo. Não tem o momento disso ou daquilo, não tem solo. Tudo acontece o tempo inteiro, e você não sabe para onde olhar”.

Pela falta de experiência com o universo do circo, Charles teve que seguir seus instintos nas audições para escolha dos artistas circenses. Quando realizou os testes, não tinha um diretor de circo ou um coreógrafo especializado para auxiliá-lo. Ficou com Jessica Gardolin, Olavo Rocha, Erika Henriques, Rafael Abreu, Jonatan Karp, Kostya Biriuk, Pauline Hachette e Yulia Suslova. “Escolhi essas pessoas que estão comigo hoje. Houve outras que foram muito melhores na audição, mas eu queria esses tipos. Chamei-as para cá e falei: ‘não é circo, é musical, eu não tenho coreógrafo, me ajudem, porque eu quero coreografar junto com vocês”, contou. “No começo, fui orientado errado, porque disseram que circo era muito difícil e barra pesada. Mas foi ao contrário. Eles são as pessoas mais adoráveis e encantadoras. Eles se quebram e caem de cabeça e continuam ensaiando. A gente que está em volta que fica apavorado”.

O musical fica em cartaz na Cidade das Artes até 30 de novembro. Em outubro, as sessões são sempre sexta às 21h30, sábado às 20h e domingo às 18h. Em novembro, haverá variação nos dias: 8 e 9 (sábado e domingo), 12 e 13 (quarta e quinta), 18, 19 e 20 (terça, quarta e quinta), 27, 28, 29 e 30 (quinta a domingo). Terças, quartas e quintas é sempre às 20h30. Os ingressos variam de R$ 100 a R$ 150.